[Podcast #41] Surface Pro 3 e os híbridos com Windows: é esse o futuro que queremos?

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26/5/14, 12h40 1 min 3 comentários

Vaio Fit 13A em suas três posições/formatos.
Foto: Sdu7cb/Flickr.

Semana passada a Microsoft revelou o Surface Pro 3 e, com ele, passou a mirar no MacBook Air em vez do iPad. A nova encarnação do híbrido da Microsoft se apresenta como uma opção (teoricamente) sem comprometimentos para quem deseja substituir tablet e notebook por um equipamento só.

Eu (Rodrigo Ghedin), Joel Nascimento Jr. e Matheus Bonela discutimos esse ponto. Existe mesmo um problema a ser resolvido aí ou a Microsoft está lutando contra moinhos imaginários, inventando moda? E o Windows 8, que aposta nessa convergência e tem falhado em puxar a indústria nesse sentido, tem salvação? Essas e outras respostas, no programa!

Caso prefira, baixe o arquivo MP3.

O podcast do Manual do Usuário vai ao ar semanalmente e é editado por Jefferson Rossini. Estamos no iTunes ou via RSS.

[Podcast #40] Esta startup vai longe!

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11/5/14, 18h41 1 min 8 comentários

Mesa típica de uma startup, dizem.
Foto: Philippe Lewicki/Flickr.

Hoje o podcast é um pouquinho diferente. Eu (Rodrigo Ghedin), Paulo Higa e Joel Nascimento Jr. fizemos apostas: cada um escolheu duas startups que acreditam serem promissoras e as “defendeu” no programa, explicando o que elas fazem, por que se destacam e qual as perspectivas para o futuro. Foi um papo divertido!

Se preferir, baixe o arquivo MP3.

As nossas startups, citadas no programa, para você conhecer:

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[Podcast #39] Qual o futuro do Google+?

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5/5/14, 16h24 1 min 9 comentários

Símbolo do Google na França.
Foto: Tristan Nitot/Flickr.

Vic Gundotra, o pai do Google+, não trabalha mais no Google. Sem o seu maior entusiasta, qual o futuro da rede social? Neste episódio eu (Rodrigo Ghedin), Paulo Higa, Joel Nascimento Jr. e Lucia Freitas discutirmos esse assunto, revemos as investidas sociais do Google e tentamos prever qual será o futuro do Google+.

Ou baixe o arquivo MP3 aqui.

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[Podcast #38] Heartbleed e outras grandes falhas e bugs modernos

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14/4/14, 8h30 1 min 4 comentários

Um monte de computadores com o logo do Heartbleed.
Imagem: Digital Trends.

O Heartbleed está à solta, sites e serviços que já se atualizaram estão pedindo aos usuários para que troquem suas senhas e há pelo menos um caso conhecido de obtenção de certificados digitais em um servidor graças à falha. O assunto, como já tinha alertado aqui, é sério.

No podcast de hoje eu (Rodrigo Ghedin), Paulo Higa e Joel Nascimento Jr. falamos de Heartbleed e fazemos uma viagem no tempo para mostrar que bugs, falhas e vírus não são novidade. Nosso critério de escolha? As mais impactantes, aquelas que apareceram na TV e que, se você não foi vítima, pelo menos conhece alguém que passou por momentos difíceis com seu PC ou smartphone. Na lista, bug do milênio, Chernobyl, ILOVEYOU, Blaster, Stuxnet e o código da morte do iOS/OS X.

Se preferir, baixe o MP3 aqui.

A edição do podcast do Manual do Usuário é assinada por Jefferson Rossini — e o cara manda bem!

[Podcast #37] Cortana, quais as novidades do Windows Phone 8.1?

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6/4/14, 15h33 2 min Comente

Hi. I'm Cortana.
Cortana, a assistente pessoal do Windows Phone 8.1.

O programa de hoje é todo sobre a Microsoft. Durante a semana rolou a Build, evento anual para desenvolvedores, e nela fomos apresentados às novas versões dos sistemas operacionais da empresa: Windows Phone 8.1 e Windows 8.1 Update.

Eu (Rodrigo Ghedin), Paulo Higa e Joel Nascimento Jr. comentamos as principais novidades, colocamos elas em perspectiva com a concorrência e divagamos um pouco sobre como deve ser a recepção a elas no mercado.

Ou baixe o arquivo MP3 para ouvir depois, offline, onde e quando quiser.

Bem-vindo, Jefferson

Na nossa pesquisa com leitores (que ainda está no ar, caso você não a tenha respondido), a qualidade técnica do podcast foi apontada por diversos leitores como uma área a ser melhorada no Manual do Usuário.

Para solucionar esse engasgo, a partir de hoje o podcast passa a ser editado pelo Jefferson Rossini! Ele trabalha com edição de áudio há seis anos e fez jus à promessa de elevar o nível do nosso podcast. A edição de hoje, que já ouvimos aqui nos bastidores, ficou profissional: nós três no mesmo volume, musiquinha de fundo e tudo mais.

[Podcast #36] Uma breve conversa sobre o Marco Civil da Internet

Por
30/3/14, 19h27 1 min 12 comentários

A aprovação na Câmara do Marco Civil da Internet levou um tempão para se concretizar, mas parece que as discussões acerca do tema estão longe de acabar. Eu (Rodrigo Ghedin), Paulo Higa e Joel Nascimento Jr. nos sentamos para falar de alguns pontos importantes do projeto de lei, como a neutralidade da rede.

Se preferir baixar o arquivo MP3, clique aqui.

Música: Cooking Up Something Good, do Mac DeMarco.

Android Wear, Moto 360 e a promessa de diminuir o vício em celulares

Por
20/3/14, 10h30 10 min 9 comentários

No começo da minha adolescência sempre que saía de casa carregava comigo dois itens: carteira e relógio. Esquecer uma dessas duas coisas era frustrante, meio como estar sem um pedaço, ou uma peça de roupa. Como somos seres adaptáveis que, ainda que às vezes só na intenção, buscamos constantemente refinar padrões e costumes, essa configuração mudou depois de um tempo. A carteira abandonei, prefiro fazer o uso efetivo de todos os bolsos que minhas calças oferecem. E o relógio, mesmo tendo resistido algum tempo no meu pulso em paralelo com o celular em um dos bolsos, foi abandonado em prol desse telefone portátil.

Na época o celular era simples, limitava-se a fazer ligações, mandar mensagens e rodar o jogo da cobrinha. Seu uso enquanto relógio era visto por alguns como um retrocesso, como se tivéssemos voltado à época dos relógios de bolso. Com o tempo e o acréscimo de funções nos celulares inimagináveis em um relógio, a troca se justificou. Valeu a pena, afinal.

Pouco mais de 10 anos depois a mesma indústria que nos fez desistir do relógio de pulso muda o discurso e ressuscita o acessório. Agora inteligente, com tela animada e conectado ao celular e à Internet, os smartwatches, ou relógios inteligentes, são apontados como a próxima grande onda da tecnologia de consumo. Ou pelo menos é o que querem nos fazer acreditar. E isso pode ser bom! Basta que a execução seja competente. Como toda boa ideia, se mal feita ela de nada vale.

Podcast

Eu (Rodrigo Ghedin), Paulo Higa e Joel Nascimento Jr. discutimos, neste episódio do podcast, o que é, quem são e de que forma os smartwatches querem (e podem!) ser os precursores dessa revolução. Ouça aí ou baixe o MP3:

A música é The Mother We Share, do CHVRCHES. Assine o podcast (iTunes ou RSS) e não perca os próximos programas!

O Google larga na frente — mas existe uma corrida?

Galaxy Gear original, da Samsung.
Galaxy Gear. Foto: Samsung/Reprodução.

O Google mudou completamente o Android depois que a Apple apresentou o iPhone em 2007, poucos meses depois de comprar a startup que desenvolvia o sistema móvel, até então, à imagem e semelhança do BlackBerry, líder da era pré-iPhone. Em 2011, depois de ver a lástima que o Android era em tablets através do Galaxy Tab original da Samsung rodando a versão 2.2, aprontou uma otimizada para telas maiores, o Honeycomb. Essas duas situações mostram que adaptação não é problema ali.

A corrida pelos smartwatches começou com uma sucessão de rumores de que a Apple estaria trabalhando em um iWatch, um relógio inteligente. Desta vez, “alertados” de antemão, ninguém esperou a Apple. Nem Google, nem outras fabricantes de gadgets querem vê-la tomar de assalto um mercado com enorme potencial.

A Samsung, a exemplo dos tablets Android, queimou a largada novamente com o Galaxy Gear, ano passado. Como resultado, o gadget foi massacrado pela crítica e passou longe de ser um sucesso de vendas — caro e de utilidade questionável, não é de se estranhar. Nada disso impediu a fabricante de já anunciar um sucessor, ou sucessores, no MWC desse ano. Saiu o Android, entrou o Tizen, agora rodando em designs mais refinados.

Se a TouchWiz, a camada de software que a Samsung aplica no Android, for algum tipo de sinal, é de que os sul coreanos precisam aprender urgentemente uma ou outra coisa sobre design de software. Essa expertise, dominada pela Apple, tem crescido exponencialmente nos domínios do Google nos últimos anos. O Android, de cópia descarada do iOS faz algum tempo ganhou personalidade própria — e uma muito bonita e bem resolvida.

O Android Wear e a promessa de diminuir o vicio no celular

Entra, então, o Android Wear, a iniciativa do Google para a computação vestível. É o Android com uma roupagem adaptada ao uso em situações limitadas. Começa pelo relógio; onde termina, ninguém sabe. Por essa indefinição quanto ao futuro e pelo que já foi mostrado do projeto, vamos ficar só com os smartwatches.

Pelo menos no papel, o Android Wear parece um trabalho bem feito. A interface é baseada em cartões, as informações são contextuais e pouco intrusivas, e a interação se dá ou com poucos toques na tela, ou (e primariamente) pela voz — o “Ok Google Now” persistente do Moto X está ali.

Algumas telas do Android Wear.
Foto: Google/Reprodução.

Nos princípios de design do Android Wear, liberados junto com o SDK para desenvolvedores, o Google é extremamente cuidadoso em relação ao usuário. As notificações têm níveis de urgência, são hierárquicas, maleáveis e curtas o suficiente para serem vistas de relance em telas minúsculas. Só devem gritar pela atenção do usuário quando forem de fato urgentes — um voo que você está prestes a perder, uma mensagem de um amigo próximo. A interação também não é complicada. Nada de botões microscópicos, nem de várias opções. O usuário ou dá um toque no relógio em no máximo três telas de navegação, ou dita alguma coisa para ele. O Felipe fez um resumo bem bom desses princípios no Gizmodo.

O Google Now e o reconhecimento de voz são tecnologias que, sem pensar muito, casam muito melhor com algo que está sempre ao alcance, como um relógio, do que com o celular. Ainda perto, no bolso ou na bolsa, o celular está sempre distante o suficiente para chamar a atenção e distrair as pessoas ao ser manuseado. Por mais legal que seja, ele exige muito da nossa atenção e está longe de ser proativo, uma característica forte do Google Now. Sem contar que essa exclusividade é no mínimo rude com as pessoas ao redor.

Mais telas do Android Wear.
Foto: Google/Reprodução.

É esse ponto, exclusivamente, o que me mantém interessado em relógios inteligentes: a perspectiva de diminuir um pouco a escravidão dos celulares em que nos metemos. Mesmo reduzindo bastante as notificações que chegam no meu, é relativamente comum eu recorrer a ele quando o ouço tocar ou o sinto vibrar e, surpresa! é alguma bobagem desimportante. Ou tirá-lo do bolso só para consultar a hora, mexer uns poucos segundos em alguma coisa e devolvê-lo ao bolso — sem ver as horas. Acontece com você também, admita.

Um relógio que sirva de ponte entre essas informações triviais e os nossos olhos é válido. Olhar para o pulso é menos agressivo com os outros do que sacar o celular e olhar para baixo. O relógio, seu formato, é universalmente reconhecível. Décadas de uso dos relógios “burros” amenizam a estranheza diante dessas novas versões espertas, estranheza essa que outras iterações da computação vestível, como o Google Glass, sofrem para contornar. Ele é natural, socialmente aceito e, o mais importante, tem potencial de reduzir o phubbing.

Estilo conta, e a Motorola entendeu isso

Apesar do potencial, existem obstáculos a serem superados para que o relógio inteligente caia na graça do público.

O primeiro e mais grave é a autonomia. Além da naturalidade no meio social, os relógios convencionais têm outra característica marcante: eles aguentam longos períodos antes de pedirem recarga, ou uma nova bateria. E isso, como qualquer um que usa smartphone sabe, é quase uma utopia em sistemas móveis modernos. O Google não toca no assunto, nem as fabricantes que apresentaram seus projetos — Motorola e LG, até o momento. É um mau sinal.

Outro, também importante, é o visual desses aparelhos. Funcionalidade é imprescindível, mas o relógio, mais do que o smartphone, é um adereço. Nessa época de relógios de bolso modernos que por acaso fazem ligações, acessam a Internet e rodam apps, muita gente mantém o hábito de usar relógio de pulso simplesmente porque ele fica bonito, elegante.

Até agora ninguém tinha acertado nesse ponto. As investidas já apresentadas ou são desengonçadas, ou são feias. Frequentemente, desengonçadas e feias. Morfadores dos Power Rangers, relógio do Faustão, faça a piada que quiser — o simples fato de ser uma piada joga por terra a ideia de estilo que o relógio pode carregar consigo.

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O belo design do Moto 360.
Foto: Motorola/Reprodução.
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E é aí que a Motorola acerta com o Moto 360, seu relógio de estreia com o Android Wear. Um dos dois modelos já apresentados (o outro, o G Watch da LG, mantém o aspecto comum à categoria), o smartwatch da Motorola tem a tela redonda, evocando ainda mais a natureza clássica dos relógios de pulso convencionais. A confecção conta com materiais e acabamento de qualidade (é a promessa, pelo menos) e tudo isso soma à proposta de um relógio.

Parece preciosismo, mas o que se tenta vender aqui é mais um cacareco que as pessoas terão que carregar na tomada e tomar conta. Um que, a julgar pelos já lançados, não será exatamente barato. E, o mais crítico nesse cenário, um objeto que passa longe de ser item de primeira necessidade. Pelo menos por agora.

Pode dar certo, mas pode ser um grande fiasco. Tudo pode acontecer

Não é a primeira vez que a indústria tenta empurrar relógios que fazem mais do que mostrar as horas. O SPOT, da Microsoft, lançado em 2004, era uma tecnologia que enviava informações a objetos via ondas de rádio FM através de antenas colocadas em centros metropolitanos dos EUA e Canadá. O acessório mais difundido da tecnologia SPOT eram relógios, mas ela chegou também a cafeteiras e aparelhos GPS. No fim, a coisa não pegou e em 2008 a Microsoft encerrou o projeto.

(Aliás, curiosidade: a Fossil, uma das parceiras iniciais do Google no Android Wear, produziu um relógio SPOT em 2006. Fica a torcida para que o próximo modelo não se pareça nada com aquele…)

Players esperados para essa festa dos relógios inteligentes podem ignorá-la. A Apple, por exemplo. Ela já fez algo do tipo com o NFC, que por algum tempo foi tido como a próxima característica garantida em smartphones mas que, talvez por não ter sido implementado no iPhone, nunca teve muita aplicação prática. E se, a despeito de todos os rumores que meio que deram a largada nessa corrida do ouro, a Apple ignorar os relógios inteligentes? Parece loucura, mas Benedict Evans tem bons argumentos favoráveis a essa ideia.

Não dá para prever como esse segmento se desenvolverá, ou mesmo se ele conseguirá romper o grupo dos entusiastas e chegar ao grande público. Eu acredito que sim, ainda que seja só um achismo puramente baseado em concepções pessoais.

Como dito, a execução conta muito. Smartphones e tablets existiam antes do iPhone e do iPad, só eram ruins o bastante para serem ignorados. Há espaço para o relógio inteligente, mas como será o ideal? Qual será o modelo que levará o conceito às ruas, que tornará o hábito de andar com uma pulseira comum de novo? Candidatos não faltam, mas esse gadget disruptivo ainda não chegou ao mercado. Talvez ele rode Android Wear, talvez não. A única certeza é que quando esse mítico relógio aparecer, a gente saberá. Na hora.