É errado comparar Windows com iOS? Não quando eles disputam o mesmo consumidor

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13/2/14, 19h42 4 min 102 comentários

Benefict Evans fez um curioso exercício: comparou, em um gráfico, as vendas de Macs e dispositivos iOS (iPhone e iPad) com as de PCs e smartphones rodando Windows e Windows Phone, respectivamente. Resultado? As linhas e a barra ficaram bem próximas em dezembro último:

Vendas de PCs comparadas às de dispositivos iOS e Macs.
Gráfico: Benedict Evans.

A Quartz decretou: “É oficial: a Apple vende mais computadores do que todos os PCs Windows combinados”. Polêmica. Tem gente es estapeando em discussões online, defendendo seu ponto, seja pró-Apple ou contra ela.

Para mim esses números dizem mais sobre a Microsoft do que a Apple. Mais sobre PCs e dispositivos Pós-PC do que empresas específicas. Acredito que Evans tenha achado conveniente pegar dados de uma empresa que vende muitos dispositivos Pós-PC do que vasculhar e consolidar vários números esparsos de quem fabrica e comercializa gadgets que rodam Android — afinal, o sistema do Google vende mais que iPhones e iPads, e por uma grande margem.

A principal mensagem que se extrai da comparação é como a Microsoft está enrascada. O Windows não vende mais como antes, as reservas que analistas faziam do Windows 8 se foram, tem muita gente falando abertamente em “fracasso” e, para piorar, o Windows Phone ainda não decolou em market share — e lá se vão quase quatro anos tentando. É de se preocupar. É isso que o gráfico aponta.

É errado comparar smartphones e tablets com computadores completos? Para fins mercadológicos, não. A manchete da Quartz é meio sensacionalista, mas pense bem: tanto Apple quando as OEM que usam Windows disputam o mesmo consumidor. Pessoas que, em sua maioria, querem um dispositivo para navegar em sites, ver as fotos das férias, acessar o Facebook.

Coisas triviais, mas não só. O poder computacional da safra atual de smartphones e tablets está longe do de um PC capaz, mas é suficiente para fazer muito. Quer editar vídeo, áudio? Tranquilo. Jogos elaborados, com gráficos bonitos e dinâmicas inteligentes? Sem problema. Até aplicações comerciais, antes um terreno onde o Windows reinava, já se renderam à agilidade das telas sensíveis a toques.

Para uma parcela restrita de usuários, gente que trabalha com audiovisual, gamers hardcore e ambientes corporativos com um grande legado, usar Android ou iOS é, no mínimo, inadequado. O ponto é que, relativamente falando, esse público é pequeno. Para a maioria o GarageBand e o iMovie dão conta, o Flappy Bird é diversão na medida certa, nenhum aplicativo específico ou exclusivo do Windows é essencial.

É esse grosso da base de usuários que, nos EUA, já usa mais o smartphone do que PCs convencionais em seu tempo livre. É ele que aponta a computação pessoal para os dispositivos móveis, para a Era Pós-PC.

Este outro gráfico de Evans mostra as vendas de PCs Windows plotadas sobre as de dispositivos com Android e iOS entre junho de 2007 e junho de 2013:

Gráfico comparando as vendas de PCs com as de dispositivos móveis com Android e iOS.
Gráfico: Benedict Evans.

Computadores sumirão? Claro que não. Mas eles serão menos populares. Converse com várias pessoas com menos de 20 anos e você provavelmente encontrará algumas que não têm computador, mas que têm um smartphone. Esse cenário deverá ser cada vez mais comum futuramente.

A Era Pós-PC é sobre uma troca de papéis: de coadjuvante, o smartphone passa a ser protagonista. Ele troca de lugar com o PC que, ainda por aí, mas com as vendas estagnadas e margens de lucro baixíssimas, encontra refúgio em ambientes onde ele é imprescindível.

Foto do topo: WriterGal39/Flickr.

Gilberto Kassab diz que banda larga fixa terá limite de franquia até o fim do ano

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13/1/17, 8h55 6 min

Um dos debates mais acalorados de 2016, no Brasil, foi sobre a limitação das franquias na banda larga fixa. Historicamente, nunca se limitou o consumo de dados desse tipo de conexão. A Vivo iniciou um movimento para mudar esse cenário ano passado, baseada nos planos móveis dela mesma e de outras operadoras, mas esbarrou numa oposição fortíssima da sociedade. Como resultado, a Anatel proibiu, temporariamente, as operadoras de fazerem essa alteração. Agora, tudo indica que elas tentarão de novo. E, desta vez, com o apoio do Governo Federal. Continuar lendo Gilberto Kassab diz que banda larga fixa terá limite de franquia até o fim do ano

O retorno da nova Nokia

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11/1/17, 8h56 5 min

A HMD, empresa formada por ex-funcionários da Nokia, revelou recentemente o primeiro smartphone com a marca finlandesa que será lançado após a venda da divisão de dispositivos móveis à Microsoft. O Nokia 6, um intermediário sem muitos atrativos óbvios, será exclusivo para o mercado chinês. Ainda assim, muita gente comemorou por aqui. Há motivos? Continuar lendo O retorno da nova Nokia

WisePlus, a empresa brasileira que quer lançar um smartphone Windows, tem sérios problemas

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13/12/16, 13h25 14 min 64 comentários

Em julho, a WisePlus se revelou ao mundo com uma proposta quase anacrônica: lançar, no Brasil, um smartphone rodando Windows. A inusitada promessa foi suficiente para chamar a atenção de consumidores carentes do sistema móvel da Microsoft em um dispositivo mais moderno e de parte da imprensa nacional. O Manual do Usuário, em parceria com o Pinguins Móveis, investigou os bastidores da empresa para saber os detalhes da operação. Continuar lendo WisePlus, a empresa brasileira que quer lançar um smartphone Windows, tem sérios problemas

Mark Zuckerberg admite problema com notícias falsas no Facebook e anuncia medidas para contê-las

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19/11/16, 11h26 4 min

O resultado das eleições para a presidência norte-americana expôs um problema fundamental do Facebook: a falha em conter a disseminação de notícias flagrantemente falsas na plataforma. Após um breve período de negação, Mark Zuckerberg admitiu que algo precisa ser consertado e apresentou algumas medidas nesse sentido.

A admissão não veio facilmente. Antes, ele tentou relativizar o problema das notícias falsas no Facebook algumas vezes. Em 13 de novembro, escreveu em seu perfil:

De todo o conteúdo no Facebook, mais de 99% do que as pessoas veem é autêntico. Apenas uma pequena quantidade é de notícias falsas e boatos. Os boatos que existem não são limitados a visões partidárias ou mesmo à política. No geral, isso torna extremamente improvável que boatos tenham alterado o resultado dessas eleições em uma direção ou outra.

Mas evidências apontam o contrário. O conteúdo desse tipo pode até ser pouco, mas faz barulho e se espalha incrivelmente bem.

É de bom tom esclarecer que a crítica não é no sentido de que o Facebook determinou o resultado da eleição, mas sim que envenenou o debate ao reforçar posicionamentos com base em notícias flagrantemente falsas. Em alguns casos, deliberadamente falsas, notícias fabricadas apenas pelo potencial de viralização e lucratividade. E, independentemente das eleições, o sucesso dessa abordagem aponta que há um problema endêmico ali.

Em uma publicação na noite de ontem (18/11), Zuckerberg reconheceu o problema:

Esses problemas aqui são complexos, tanto técnica como filosoficamente. Acreditamos em dar voz às pessoas, o que significa errar para o lado de deixar as pessoas compartilharem o que elas quiserem sempre que possível. Precisamos ser cuidadosos para não desencorajar o compartilhamento de opiniões ou, equivocadamente, restringir conteúdo preciso. Não queremos ser árbitros da verdade, mas em vez disso, confiar em nossa comunidade e em terceiros confiáveis.

Embora a porcentagem de desinformação seja relativamente pequena, temos muito trabalho pela frente em nosso cronograma. Normalmente, não compartilhamos especificidades sobre os nossos projetos em curso, mas dada a importância dessas questões e o tanto de interesse [que há] no assunto, quero delinear alguns dos projetos que já começamos:

  • Detecção mais forte. A coisa mais importante que podemos fazer é melhorar a nossa habilidade de classificar a desinformação. Isso significa melhores sistemas técnicos para detectar o que a pessoas sinalizam como falso antes mesmo que elas façam isso.
  • Facilitar denúncias. Tornar muito mais fácil para as pessoas denunciarem histórias como falsas nos ajudará a capturar desinformações mais rapidamente.
  • Verificação por terceiros. Existem muitas organizações respeitáveis de fact checking e, embora nós já tenhamos entrado em contato com algumas, planejamos aprender com muitas outras mais.
  • Alertas. Estamos explorando [a ideia de] etiquetas em histórias que foram sinalizadas como falsas por terceiros ou pela nossa comunidade e exibir alertas quando as pessoas leem ou compartilham elas.
  • Artigos relacionados de qualidade. Estamos elevando o nível das histórias que aparecem nos artigos relacionados abaixo dos links do feed.
  • Acabar com a economia das notícias falsas. Muito da desinformação é direcionado pelo spam financeiramente motivado. Estamos tentando acabar com essa economia com políticas de anúncios como a anunciada no início da semana e melhorando a detecção de fazendas de anúncios.
  • Ouvir. Continuaremos trabalhando com jornalistas e outros da imprensa para receber suas opniões, em especial para entender melhor seus sistemas de checagem de fatos e aprender com eles.

São ações promissoras que se somam à exclusão de sites de notícias falsas do programa de publicidade do Facebook, medida anunciada segunda-feira (14/11) e que foi adotada também pelo Google.

Twitter implementa novas ferramentas para conter abusos

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17/11/16, 9h16 2 min

Das redes sociais mainstream, o Twitter é uma das mais tóxicas. Embora a política de uso proíba conteúdo ofensivo, a rede é repleta dele — e pouco faz no sentido de inibir esse tipo de comportamento. O problema é tão grave que atrapalhou as negociações de compra do Twitter pela Disney.

Antes tarde do que mais tarde, medidas começaram a ser tomadas. O Twitter anunciou melhorias nas opções de silenciar, permitindo agora ignorar termos nas notificações e conversas inteiras com poucos cliques. Outra boa medida foi incluir no formulário de denúncias a opção “Direciona o ódio contra uma raça, religião, gênero ou orientação sexual”, adição combinada com, segundo a empresa, treinamentos da equipe para lidar com esse tipo de situação:

(…) treinamos novamente todas as nossas equipes de suporte em nossas políticas, incluindo sessões especiais de contextualização histórica e cultural de condutas de ódio, e implementamos um programa de atualização continuada. Também melhoramos nossas ferramentas e sistemas internos a fim de lidar com mais eficiência com essa conduta quando ela nos é relatada. Nosso objetivo é [ter] um processo mais rápido e transparente.

Mais importante que as novidades técnicas, é o reconhecimento de que há um problema fundamental ali que precisa ser sanado.

Pela primeira vez na história, um iPhone brasileiro é mais barato que seu antecessor

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4/11/16, 8h06 3 min 41 comentários

Já é uma tradição aqui no Manual do Usuário: todo ano, conferimos o preço do novo iPhone comparando com indicadores econômicos, dólar e quanto custavam seus antecessores. Foi assim com os iPhone 5s, iPhone 6 e iPhone 6s. Em 2016, o tom é outro: o iPhone 7 está relativamente mais barato. Continuar lendo Pela primeira vez na história, um iPhone brasileiro é mais barato que seu antecessor

As melhores promoções do fim de semana

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4/11/16, 15h00 2 min 4 comentários

Todo fim de semana o Promobit traz ao Manual do Usuário os melhores descontos, cupons e promoções do varejo nacional.

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