Mulher tirando selfie no balcão de um restaurante.

Como o jovem brasileiro vê e usa as redes sociais

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6/2/15, 14h58 17 min 24 comentários

Tornou-se comum ver em sites estrangeiros de tecnologia artigos condenando o Facebook ao ostracismo por causa da suposta falta de interesse dos jovens pela rede social1. A ideia é que se gente com menos de 20 anos não estiver usando seu app ou serviço, nada mais importa e o destino dele é a ruína.

Nos últimos tempos o assunto se intensificou, embora praticamente toda a Internet — incluindo os que estão chegando agora — continue, se não vivendo dentro dos muros azuis de Mark Zuckerberg, pelo menos com um perfilzinho lá. Isso me intriga um bocado, por vários fatores.

O tom apocalíptico é uma constante nessas repetitivas matérias. O fascínio pela opinião do JOVEM, esse espécime pouco estudado, de hábitos peculiares e comportamento imprevisível, outra. A forma com que muitos jornalistas introduzem o assunto, dizendo terem tido contato com um, lembra aqueles documentários da natureza. “Localizamos um jovem em seu habitat [quarto cheio de mofo]… estamos nos aproximando, tentando estabelecer contato [mandei um tweet] e… olha, ele falou! Muita tensão, parece que ele vai dizer alguma coisa… como é? FILMA AQUI, ELE ESTÁ DIZENDO QUE NÃO USA FACEBOOK! Meu deus!!!!!! alguém avisa o Zuck?”

O Backchannel, um site tocado por Steven Levy no Medium que acompanho e gosto muito, recentemente publicou um longo texto escrito por um selva… digo, por um jovem de 19 anos. Andrew Watts descreveu em detalhes como vê e usa redes sociais. A linha fina da matéria anuncia: “Escrito por um jovem de verdade”. Veja, não é um velhote disfarçado; é um jovem, de verdade. Andrew se apresenta, expõe seu currículo (já, já a faculdade acaba, né meu?) e inicia uma viagem pelo fabuloso mundo das redes sociais entre seus iguais.

O mais legal são os comentários (de gente velha, claro) ao lado dos parágrafos. Os caras ficam em êxtase, praticamente no nirvana, como se Andrew estivesse revelando o segredo da vida ao sentenciar coisas como “[O Facebook] morreu para nós. (…) É estranho e pode ser irritante estar no Facebook às vezes. Dito isso, se você não tem Facebook, é ainda mais estranho e irritante”. Esqueça a contradição, é um jovem falando aqui, cara. E, como tal, ele fala por todos do mundo. Jovem é tudo igual, né? Sexo, drogas e rock’n roll — e Whats pra combinar tudo isso com os parça.

Então algo me ocorreu: é raro ver matérias do tipo feitas aqui, no Brasil, com jovens brasileiros. Como o nosso encara e usa as redes sociais? É só pelo huehuebr? Existe algo útil sendo feito entre a facul e o próximo episódio da Malhação? Será que se eu escrevesse algo do tipo, um bando de velhos cairia aqui aqui no Manual do Usuário e ficaria babando, como lá fora? E o mais importante: O FACEBOOK SOBREVIVERÁ DEPOIS DISSO? A conferir.

Como o peso da idade sobre meus ombros (estou mais perto dos 30 do que dos 20, apesar da carinha de 18), tive que recorrer a jovens voluntários, cinco bravos brasileiros que, sob o escudo do anonimato, se dispuseram a revelar a verdade sobre redes sociais no Brasil. E dane-se se você, jovem também, discorda deles. Seguindo a lógica da imprensa gringa, esses cinco escolhidos aleatoriamente e sem nenhuma característica capaz de conferir maior peso às suas falas detêm a verdade e falam por toda a nação.

Perguntei a eles, todos com idades entre 17 e 22 anos, o que acham de oito redes sociais. Ao longo do texto abaixo apresentarei cada um informando idade e de que estado eles são, mas omitindo os nomes (substituídos por fictícios, que descolei no Twitter), e tecerei alguns comentários.

Facebook

Capa de um grupo de trolls que atacou Mark Zuckergerg.

Joel, 17 anos, Pernambuco: “O Facebook é usado para postar fotos com ‘legenda’, geralmente uma frase de efeito ou trecho de música, outros postam piadas que volta e meia têm alguma graça. Essas piadas são quase sempre de cunho sexual, fazem isso para ganhar as curtidas.”

Nossos feeds são definitivamente muito diferentes, Joel!

Lucas, 21 anos, interior de São Paulo: “É lá que eu converso com meus amigos e conhecidos, vejo os interesses de quem eu tenho adicionado e faço stalking das pessoas que me interessam. Todo mundo está no Facebook, então sempre que conheço aquela gatinha, vou lá stalkear.”

Medo.

Cydicleide, 17 anos, Espírito Santo: “Uma rede social na qual você tem que ter muita cautela no que fala e no que posta. Primeiro porque você quer parecer boa pinta e ter uma boa impressão, segundo porque sua família e conhecidos estão no meio. E família é uma coisa complicada, eles vão deduzir coisas a seu respeito, caso você não os aceite. Não que isso seja ruim, se as coisas que você realmente faz forem piores.”

Sabe que eu nunca tinha pensado nesse outro lado da vigilância familiar no Facebook? Você publica uma coisa meio subentendida que sua tia aumentará ao ver no Facebook só que, na verdade, o que você fez foi muito pior do que a cabeça puritana dela conseguiu imaginar.

Kellen, 22 anos, Paraná: “Uso a rede social desde 2011 para conhecer gente nova, conversar com pessoas que já conheço. Compartilho coisas de meu interesse, desde notícias até futilidades. Também é um bom lugar para se acompanhar coisas que gosta, como uma banda, um filme que ainda não está no cinema, o retorno de uma série. As pessoas da minha idade fazem o mesmo uso do Facebook, se você não tem um perfil, você não é lembrado ou convidado a uma festa, você não vai saber se surgir algum imprevisto e uma professora faltar à aula e etc.”

Ou seja, se você usa o Facebook e mesmo assim ninguém te convida para coisa alguma, infelizmente o problema é você mesmo. Calma, senta aqui, engole esse choro e vamos conversar…

Zelda, 19 anos, Minas Gerais: “É a rede social que todo mundo usa, que tem um enorme potencial de agregar pessoas e de conhecer coisas novas, porém na maioria dos casos ela acaba sendo muito mal utilizada e se torna algo fútil. (…) No Facebook você pode conhecer o mundo, mas fica ali restrito aos contatos mais próximos, curtindo coisas aleatórias e se deprimindo vendo gente que parece estar melhor que você. Esperto é quem consegue usar bem as ferramentas de chat, grupos e afins para se dar bem, mas esse não é o caso da maioria.”

Desse último relato concluímos que algoritmo do feed realmente funciona. Se a Zelda ou você quiser um incentivo para explorar mais o chat e os grupos sem a tentação do feed, talvez seja uma boa experimentar esta extensão do Chrome. Comigo, funcionou.

Twitter

Tweet sobre os universitários do Show do Milhão e logo do Twitter.
Print: Melhores do Twitter/Facebook.

Lucas: “Sempre me pego lembrando dos tempos bons, onde minha média de publicações diárias era 500 tweets. Hoje não passa de 50.”

CINQUENTA tweets por dia aparentemente é de boa para um j0v3m. (Curiosidade: o limite de tweets é de mil por dia.)

Joel: “Os que sigo tuítam frases ou alguma coisa que acontecem em sua vida cotidiana. Outro que não posso falar muito, pois uso a pouco tempo, apesar de ter uma conta desde de 2012.”

Cydicleide: “Pessoas que usam o Twitter geralmente tem uma grande quantidade de amigos, em grande parte virtual, são abertas e muito sociais. Mas também existem aqueles como eu, que criam por criar, pra observar e pra, de vez em quando, jogar uma indireta ou compartilhar algo insignificante.”

Kellen: “Em 2009, quando fiz uma conta, tinha a mesma utilidade que meu perfil no Facebook tem hoje. Postava coisas que achava engraçadas, não seguia meus ‘ídolos’, mas gente com a mesma visão que eu. Conheci muita gente bacana lá e a maioria mantenho contato até hoje, inclusive o Ghedin [nota do editor: é verdade]. Na época, as pessoas da minha idade e cidade, em sua maioria, usavam mais como um diário que como um miniblog. Deixei de usar a rede social há algum tempo.”

Nota-se claramente que o Twitter não faz muito sucesso entre os jovens brasileiros.

Instagram

Cumpadi Washington imitando Joaquin Phoenix em Her.

Joel: Usado por no máximo cinco amigos/conhecidos, apenas uma eu consigo ver uma foto toda semana. Outros, umas duas vezes no mês. O grau de qualidade em relação aos postados do Facebook é um pouco maior. Não uso, então não posso falar muito sobre.

O Joel realmente não usa muito redes sociais.

Cydicleide: “’O que importa é a qualidade e não a quantidade’ é a frase que me vem na cabeça quando se trata do Instagram. Pra quem gosta de fotos, é definitivamente a melhor rede social pra isso. Diferente do Facebook, no Instagram você escolhe a melhor foto que tirou pra postar. Geralmente são fotos mais criativas e que chamam mais atenção pelos filtros do app. Além de ser uma ótima forma de stalkear nas horas vagas.”

Zelda: “É tipo a mesma coisa que o Facebook: você posta fotos tentando mostrar seu melhor, seja através de selfies, ostentando com fotos de comida ou locais que visitou – só que ainda mais frio e distante, pois o contato ali é mínimo.”

Kellen: “Assim que entrei no Instagram, em 2012, era o reduto de selfies. Falo de mim e de pessoas que eu acompanhava. Hoje vejo que isso mudou um pouco, as pessoas já estão sendo um pouco mais seletivas, postando além de fotos iguais com maquiagem e roupa diferente. Um pouco, já que os pratos de comida permanecem. Usei a ferramenta Direct duas vezes até agora.”

Selfies, comida, menos fotos e só as melhores, basicamente.

Lucas: “O Instagram serve pra duas coisas: tirar fotos das coisas que comprei para exibir pras pessoas e para tirar selfies. Não uso pra nada além disso. Às vezes me chamam de narcisista por tirar tantas fotos de mim, mas eu gosto. Toda e qualquer coisa maneira que eu compro, desde uma camiseta com estampa legal até um jogo de videogame eu tiro a foto. Gosto de notificar meus amigos das minhas atuais posses.”

Só na o$tentação.

WhatsApp

Pessoa descobre que outra passou o número errado do WhatsApp de propósito.
Print: Recados Lindos.

Preste atenção no fenômeno:

Kellen: “Muito popular e hoje em dia não há quem não tenha WhatsApp, modo prático de se comunicar e todos que conheço usam da mesma maneira, não acho o recurso de áudio muito popular no meu meio, mas troco muitas imagens. O recurso de poder abrir um chat em grupo é muito útil.”

Cydicleide: “Acredito que mais de 85% dos meus contatos estão conectados a este espaço. É um aplicativo pra conversar com pessoas de longe e de perto, pra sempre manter o contato.”

Joel: “De longe o mais usado. Com certeza é o mais usado. Utilizado para conversar, criar ‘tretas’, marcar eventos, tirar onda. As conversas giram em torno, em alguns grupos, de sexo ou algum assunto constrangedor. Muitos fazem pedidos para outros, indo desde de baixar jogos a pedidos de ‘fila’ (cola) para provas escolares, além de ser um meio de se comunicar com a namorada/o ou conseguir ‘peguetes’. Os grupos são formados certas vezes por desconhecidos que moram em várias partes do Brasil ou do mundo”

Lucas: “Uso muito, realmente. É a melhor ferramenta de chat, afinal estou com o celular 24h e o 3G sempre ativo, ai todos podem falar comigo. Converso com amigos e garotas que conheço no Tinder e peço o número. Estou em alguns grupos, mas geralmente eles me irritam pela quantidade de notificações e dou mute neles.”

Se você não usa o WhatsApp, está por fora.

Só a Zelda que, embora também use e concorde que ele é tendência, não se impressiona muito:

Zelda: “Eu realmente não entendo muito a pira em cima desse app. Muita gente usa e tal, eu inclusa, mas nunca vi muita graça, até porque eu costumo conversar com os outros em outras plataformas. E cá entre nós, eu peguei uma extrema aversão à mania dos outros quererem se comunicar com você ali com áudios, que é algo bem frequente entre quem usa o WhatsApp. Nem sempre estou com o meu fone de ouvido em mãos para poder ouvi-los, o que me levou a possuir um certo conformismo de simplesmente não ouvir nada que me mandarem em aúdio…”

Não dá para ganhar todas, certo Zuck?

Tinder

Print engraçado e ícone do Tinder.
Print: Eu no Tinder/Facebook.

Joel: “Conheço, mas não uso. Não sei se alguém usa. Creio que conheçam, mas nunca soube que alguém usava.”

A consistência do Joel é fascinante.

Lucas: “O Tinder é um dos apps que mais uso. Passo sempre alguns minutos na hora do almoço dando likes nas garotas aqui da região. Os matches não são constantes, mas aparecem alguns. Saí com algumas garotas já e agradeço ao app por arrumar uns encontros, porque não ta fácil pra ninguém.”

I feel your pain, bro.

Cydicleide: “Acredito que poucos casais devem ter saído desse aplicativo, porém não custa tentar. Apesar de ser um pouco meio… sem sal. Também existem pessoas como eu, que entram só por entrar e acabam se divertindo vendo as coisas.”

Pessoas que “entram só por entrar” e “acabam se divertindo vendo as coisas” fazem do Tinder um lugar menos propenso à sua finalidade. (Mentira, digo, mais ou menos, porque é um lugar potencialmente bizarro e divertido.)

Zelda: “É um catálogo de pessoas que você enjoa de usar em uma ou duas semanas. Eu sinceramente nunca conheci ninguém lá muito interessante ali. As conversas são muito banais e fica sempre aquele tom de pegação que, para pessoas como eu que são péssimas em flerte, é algo bem desconfortante. E é com o Tinder que você percebe que existem pessoas bizarras próximas de você.”

Viu? Não sou só eu que acho o Tinder um negócio meio bizarro.

Kellen: “Usei por menos tempo que o Snapchat, queria conhecer gente nova e as pessoas que eu conversei tinham o mesmo interesse. Imaginei que veria muito genital e papo pesado, mas não, nem um convite para beber. O que considero muito bom é o fato de só abrir o recurso de mensagens caso os dois se gostem, evita chateações. O aplicativo também não me cativou. Meus amigos usam com o intuito de marcar ‘encontros’.”

Estou na dúvida se, nesse contexto, não ter recebido sequer um convite para beber foi algo bom ou ruim.

Snapchat

Mulher com um golfinho desenhado sobre ela no Snapchat.
Desenho: Cavalo de Toia.

Joel: “Conheço, mas não uso. Nunca perguntei se alguém usava.”

Não sei explicar o motivo, mas já meio que esperava por essa resposta.

Zelda: “É bem interessante, mas é aquela coisa né… Se você não tem lá com quem trocar, mandar ou receber fotos, vira um troço inútil.”

Kellen: “Usei durante uma semana em 2013 por insistência de um amigo que estava nos EUA. Na época, não conhecia muita gente que usava o aplicativo, não me cativou muito e por isso saí. Imagino que as pessoas da minha idade usem para compartilhar seus momentos (legendados) com outras pessoas,já que hoje não escuto mais falar que as pessoas usem para sexting, como antes. “

Redes sociais costumam depender de material humano para engrenarem, só que no Spapchat, pela dificuldade em encontrar pessoas, é um problema agravado como disseram as nossas amigas aí de cima.

Lucas: “Não sou muito fã, mas uso. Acho o app bem confuso e não tiro muitas fotos, mas uma garota que eu tô a fim manda fotos dela o tempo inteiro por lá, então me vejo obrigado a usar. Só é ruim ela saber quando eu dou print.”

Quem nunca.

LinkedIn

Cantada no e logo do LinkedIn.
Print: ENTUSIASTAS da Social Media/Facebook.

Joel: “Apesar de conhecer, não uso.”

Cydicleide: “Não faço uso e também não conheço alguém que use.”

Zelda: “Já ouvi falar, mas não sei ao certo como funciona.”

Kellen: “Não sei a utilidade nem o que é.”

Lucas: “Criei perfil só pra ver uma vez, deixei o currículo bonitinho e está lá meu perfil profissional… de 2012. Não vejo muito uso além de ser ‘uma rede social de currículos’.”

Diria que é compreensível.

Medium

Esta eu coloquei só para sacanear nossos entrevistados. Digo, o Medium, que é um local para publicar textos longos, tem ganho tração (inclusive já atua no Brasil), mas ainda é um negócio de nicho.

Zelda: “Nunca ouvi falar e nem sei do que se trata.”

Kellen: “Nunca ouvi falar, não vou nem arriscar algum palpite do que se trate.”

Joel: “Não conheço, só tive um contato com a rede. Creio que ninguém que conheço usa, por desconhecer sobre ela.”

O Medium é bem mais novo que o LinkedIn, por isso fiquei surpreso que mais gente conheça o Medium (abaixo). O que talvez explique seja o escopo do LinkedIn, que é mais afunilado e mira em uma faixa etária um tiquinho maior — em outros termos, gente já inserida no mercado de trabalho.

Cydicleide: “Não faço uso do Medium, e não conheço alguém que o use. Mas acho interessante uma rede social com textos e citações, porém não é muito do meu gosto.”

Lucas: “Bonito e funcional. Mas, apesar de tudo, não consigo postar muita coisa. Fiz uma publicação bonitinha e deixei o blog morrer as moscas. Sempre falo que vou voltar, mas nunca volto.”

Muda a plataforma, mas aquele “um dia eu volto a escrever no meu blog” segue firme.


O que concluímos disso tudo? Que o Facebook está muito bem, obrigado — ele, WhatsApp e Instagram, as três redes mais populares aqui, são todas do mesmo dono.

De qualquer forma, é uma amostragem minúscula. Tem validade, tanto que o Facebook começou a fazer análises similares e em escala microscópicas, perguntando diretamente a 30 usuários norte-americanos o que eles querem ver mais no feed de notícias. Mas a finalidade lá é outra; para a que a nossa deveria servir, trata-se de um modelo de pesquisa difícil de extrair resultados que se aplicam a toda ou mesmo à maior parte de uma demografia de usuários.

Nesse sentido, análises de dados brutos bem estruturadas e contextualizadas podem nos fornecer informações mais precisas e confiáveis para trabalhar. Digo, a quem cuida e investe nessas redes sociais. Eu só queria pegar umas respostas engraçadas de jovens para escrever isto aqui.

A eles, aliás, cinco jovens anônimos que prontamente responderam ao meu pedido, muitíssimo obrigado! Vocês foram nota dez. E a quem ficou de fora, seja jovem ou não, complemente o post nos comentários. Você usa alguma dessas redes sociais de um jeito diferente? Vai que algum investidor do Facebook acabe lendo isso aqui…

Foto do topo: otarako/Flickr.

  1. Uma pesquisa por “teens facebook” no Google, por exemplo, revela manchetes como “É oficial: adolescentes estão entediados com o Facebook” (Business Insider) e “Jovens superaram oficialmente o Facebook” (Washington Post). De onde vem esses “oficial” é outro mistério.
  • Lucas Balaminut

    A qualidade da sua timeline depende diretamente do seu critério de seleção.

    Eu realmente tinha cansado do Facebook pois os posts se repetiam muito, ou eram enchurradas de memes. Não podia excluir a pessoa porque, infelizmente, elas ficariam ofendidas.

    MAS, quando aprendi a não seguir as pessoas, sem precisar deletá-las, minha timeline melhorou muito. Hoje em dia aplico um sistema de exclusão parecido com o da carteira de motorista; o usuário vai acumulando pontos até ter a habilitação de estar na tineline apreendida.

    Mesmo assim, pouco uso o Facebook hoje em dia. Falta tempo.

  • Nals

    Eu e meu círculo de amizade usamos bastante o snapchat, mas a gente usa principalmente pra zoar um de nós ou tirar foto de alguém ou algo estranho que a gente encontra. Não suporto grupo de whatsapp, é uma das paradas que mais me enche o saco, os que eu ainda “participo” são os dos meus amigos mesmo que eu fico meio sem jeito pra sair, mas estão todos devidamente silenciados por 1 ano. Twitter pra mim é o Facebook antes de entrarem os parentes, agora esta muito chato só tem textão com opinião mais bizarra que a outra, ainda acesso pra saber algumas coisas da faculdade, se tem aula, o que o professor passou e pra saber o que acontece com a vida do pessoal, se fulano teve filho, com quem ciclano ta namorando etc.

  • Senti-me motivado a escrever um texto igualmente sobre, mas partindo de mim. Sou um jovem de 20 anos que ainda está no início da universidade (faço filosofia na UFAM). Creio eu que daria pra ter uma visão sobre quem está em um ambiente similar ao meu e sobre a minha forma de uso. E relataria tudo no meu perfil do Medium, claro. <3
    O que acha da ideia Ghedin? :)

    • Luis Henrique

      Oi Frank, você por aqui? Te sigo lá no Medium! Não sabia que curtia o Manual do Usuário também.

      • Na verdade eu sou um leitor semanal do Manual desde junho do ano passado! :D
        Só ainda não pago, mas deixa eu começar a ganhar uma graninha pra começar a ajudar esse projeto foda pakas.

        E, por mais que eu faça filosofia, sou originalmente da área de exatas. Mas, seguindo o mantra de meu mestre (Steve Jobs), acabei descobrindo que sou não somente uma pessoa transdisciplinar como multidisciplinar. Portanto, meu foco atual é estudar filosofia para ganhar todo um corpo de conhecimento advindo das humanas para entender melhor a técnica humana. E nisso está incluindo, como favorito, as tecnologias da informação.

        Portanto, por mais jovenzinho que eu seja, estou quieto, temporariamente, até que eu esteja minimamente pronto para começar a oficialmente exprimir os meus pitacos por ai pela internet e tentar chegar no nível de pessoas como Pedro Burgos e Rodrigo Ghedin. Um dia chego lá.

    • Ótima! Escreve lá, depois joga o link aqui nos comentários para eu e os outros leitores vermos :-)

      • Pode ser que eu demore um pouco e o faça com determinada pressa (preciso terminar de ler O mal estar da civilização do tio Freud até essa próxima segunda u.u), mas quando eu o terminar, voltarei aqui e colocarei o link aqui nos comentários!

  • Onedirectioner

    Muito bom. No começo fiquei com medo achando que era mais um post da TIA da Granja (Youpix) sobre geração Y e redes sociais.

    Só não curti o preconceito… cadê os Directioners e as Biliebers? #pleasecometomanual

  • Luis Henrique

    Em minha singela opinião, como um jovem de 24 anos, o Twitter é a melhor rede social( para meu uso). É a que permite maior variação em conteúdo (notícias, tolices, conversas sem sentido, opiniões relevantes, atualizações), e a que tenho menos “conhecidos”, ou seja, não fica aquela chateação de ser obrigado a seguir. A capacidade de entrar em contato com desconhecidos também é legal. E sei lá, acho a rede social mais intimista, porque as pessoas não tem medo de postar suas reais opiniões.

    Gosto bastante do Medium também, apesar de não considerá-la uma rede social no geral. Já publiquei alguns textos por lá (https://medium.com/@riickss) e considero a melhor plataforma para se ler “textões”. Mas fica a eterna promessa de publicar com mais frequência ( comecei a escrever para não perder a prática de redação que vinha da faculdade. Achei excelente para esse intuito).

    • Esse lance do “obrigado a seguir” é dose mesmo. Só no fb eu faço isso. Tanto no Twitter, como no Instagram, eu só sigo quem me traz conteúdo.

  • Luis Henrique

    Ah, e cadê as opiniões sobre o Ello, This, Yo! e Disqus?
    Você não pode desprivilegiar C E R T A S R E D E S.

    • Aí o post ficaria muito longo! Na real até tirei uma (Secret) porque quando me dei conta, já estava enorme.

  • Aparentemente fui o único que tirou algum proveito do Tinder. Meu primeiro match é minha atual namorada (quase noiva) de quase dois anos.

    • Um grande amigo meu também encontrou a atual namorada lá. Pode dar certo nesse sentido, a possibilidade sempre existe :-)

      • Acho que é nesse sentido que a rede social deveria ser utilizada, mas infelizmente poucos a usam para isso.

        Pelo o que amigas minhas vem dizendo, no momento virou uma festa de fotos de piroca ou de marmanjos que só sabem pensar em sexo casual.

        • Eu não sei, viu. Acho que é um dos sentidos em que pode ser utilizada, mas que não exclui o sexo casual e coisas menos sérias que namoro. O Tinder patrocina festas universitárias (onde ninguém procura namoro) e, quando estourou, foi como um app de pegação mesmo. Depois que nuances mais abrangentes de comportamento começaram a aparecer, o que é natural e saudável.

          No fim, ele é meio que uma versão digital de balada: a maioria entra sem muitas expectativas, mas numa dessas acaba encontrando o amor da vida lá. São poucos esses sortudos, mas você e meu outro amigo estão aí para provar que eles existem.

          • Complementando, tem alternativas mais “sérias” como o OkCupid em que as pessoas estão em outra pegada, ou pelo menos, está mais claro qual que é.

          • Não digo que só deva ser utilizada para namoro, acho bacana poder ser utilizado para algo casual. O problema é como as pessoas estão usando o aplicativo para se aproximar das mulheres hoje em dia.

            Convenhamos que começar uma conversa com um “Te achei linda, quer transar?” ou a foto do seu junk não é exatamente a forma mais bacana de iniciar uma conversa.

            Ambos os exemplos acima aconteceram com alguém que conheço, várias vezes. Não o tenho instalado a um bom tempo (fiquei com ele por no máximo trinta minutos), mas a impressão atual que tenho dos usuários do aplicativo devido a esses incidentes não é das melhores.

  • Excelente análise. Não havia visto nada parecido em terras brasileiras. Seria interessante ver algo similar publicado entre os outros públicos brasileiros (30, 40, 50 anos, etc). Talvez até exista por ai, mas a sua abordagem, Rodrigo, foi muito boa.

  • T.P.

    Quando dei aula para os últimos anos do ensino fundamental (8° e 9°) em 2013, a rede que eles mais usavam era o Snapchat. Mas eu não consegui entender a pegada do app. Prefiro ficar no triângulo seguro: facebook, instagram e whatsapp, somando só com o Pinterest, que tem um objetivo não tão social.

  • Paulo

    E o G+ Guedin? Kkkkk

  • Ed

    Meu perfil: estudante universitário de 25 anos.

    – Facebook: Tive conta lá por um bom tempo quando começou a se popularizar no Brasil, depois me enchi “daquilo tudo” e excluí a conta por um ano, e por fim voltei há poucos meses — mas dessa vez só estou usando para grupos e chat, e mesmo assim é um uso bem ocasional, entro uma vez a cada alguns dias. Assim que adiciono ou aceito pedido de amizade de alguém, já deixo de seguir a pessoa, então meu feed de notícias fica sempre vazio. É fazer manualmente o que a extensão que o Ghedin usa faz.

    – Instagram: Tive uma conta assim que comprei meu primeiro smartphone, porque estava empolgado com a câmera dele e achava que o mundo iria querer ver as fotos espetaculares que eu tirava do jardim de casa ou da rua a caminho do trabalho. Claro que o povo não reconheceu meu talento e nunca consegui mais que algumas dezenas de curtidas. Gostava de seguir fotógrafos profissionais que fotografavam a natureza, mas francamente falando, depois de no máximo 30 segundos já esquecia de qualquer foto, por mais incrível que fosse. Enjoei rápido do app, excluí e nunca mais senti falta.

    – WhatsApp: É o app social que mais uso. Se com o fim do MSN, inicialmente meus contatos ficaram espalhados entre Facebook, GTalk/Hangouts, Skype e WhatsApp, com o tempo esse último venceu a batalha. Até gosto, mas me irrita o fato de ele não ter um cliente desktop, e contar apenas com aquele quebra galho via web. Não sincronizar na nuvem, como vários concorrentes fazem, é chato também. Outra coisa irritante é quando pessoas usam ele para tratar de assuntos que deveriam ir para o email, ou até mesmo para o telefone, mas aí já é uma questão de comportamento das pessoas, não um problema do app. Basicamente, ele é meu principal app social porque a maioria dos amigos e boa parte dos parentes está lá. Efeito manada mesmo. Há concorrentes muito melhores.

    – Snapchat: WAT? Nunca vi nem comi, eu só ouço falar.

    – Tinder: Comecei a usar há pouco tempo atrás, enjoei em duas semanas e apaguei. Voltei, e já estou enjoando de novo. Muita coisa bizarra por lá. Se no campo amoroso ainda não rolou nada por meio dele, pelo menos rendeu uma amizade.

    – Twitter: Criei uma conta há muitos anos, não curti a “mecânica” dele e apaguei. Não sinto a mínima falta, assim como o Instagram.

    – Medium: Só usei para ler textões linkados em blogs e sites diversos. Não tenho conta.

    – Linkedin: Tive um perfil atualizado lá por um bom tempo, que nunca me ajudou em nada, e excluí. Francamente, não conheço ninguém dentre meus amigos e parentes que use.

  • Rojedo

    Não estou dentro do perfil das pesquisa (tenho 34 anos), mas gostaria de expôr minha opinião (meu chefe não está por perto e hoje é segunda!):

    1. Facebook > Já deu! Só uso pra me lembrar de parabenizar alguns amigos ou como feed de notícias. Está cheio de reaças e coxinhas enchendo o saco por causa da atual situação do país.

    2. Instagram > Ás vezes posto algumas fotos por lá e compartilho também pelo Facebook. Acho legal acompanhar alguns registros mas se tornou o “maravilhoso mundo de Alice”. Parece que ninguém tem problema por lá. Por isso, não vejo muito pra não ficar deprimido com a minha vida medíocre.

    3. Twitter > Pra mim, o melhor! É o lugar onde mais me divirto. Uso tanto como feed de notícias, quanto pra expressar minhas opiniões sobre determinados assuntos.. Além de saber o que está rolando no momento. O mais chato e que deveriam por um fim são esses fãs malucos de bandinhas modinhas americanas! um saco!

    4. Linkedin > Como quero mudar de emprego, com certeza preciso estar “dentro”. Só pra isso.

    As demais, caguei!