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Como fazer as pazes com o Chrome e sua gula por memória

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4/2/15, 17h35 13 min 24 comentários

Dia desses joguei no Twitter a seguinte pergunta: alguém aí tem problemas com consumo excessivo de RAM com o Chrome? Recebi uma enxurrada de respostas positivas e algumas generalizantes, do tipo “e quem não tem?” Pois bem, eu não tenho. Aparentemente sou uma rara exceção, então resolvi fazer uma viagem introspectiva a fim de descobrir o que me leva a ter uma relação tão harmoniosa com o navegador do Google.

Isto não é um guia de como forçar o navegador a economizar na RAM. Ele é sedento por memória e está tudo (mais ou menos) bem. É como eu digo há anos: memória foi feita para ser usada. Se temos computadores mais rápidos hoje, em parte é porque a memória principal deles está mais rápida e disponível em maiores quantidades. E como não se trata de um bem finito, deixe o Chrome, o Windows, o que quer que você estiver rodando se esbaldarem. Se a situação ficar insustentável, por ser uma memória volátil basta desligar e religar o computador e ela será zerada. Problema completamente resolvido.

É, esse papo de reiniciar o PC é muito anos 1990. Hoje, o mais comum, inclusive o que eu sempre faço, é apenas suspender o sistema — o que, como a Microsoft explica, mantém a RAM cheia. O meu Chrome também costuma se apropriar de uma quantidade à primeira vista abismal de memória. Neste momento, com sete abas abertas, são 680 MB só para o navegador. Só que isso não me atrapalha. Sendo bem sincero, não me lembro da última vez que tive problemas de lentidão, travamentos ou qualquer coisa parecida com o Chrome. Detalhe: meu notebook tem apenas 4 GB de RAM.

O Chrome se divide em inúmeros processos, cada um consumindo um pouco de memória. O Windows não mostra o total somado desses processos, então para você saber quanto exatamente o navegador está gastando da sua RAM, digite about:memory numa aba e dê Enter. O mais legal é que essa página mostra o consumo de todos os navegadores abertos, não só o do Chrome.

Página do Chrome que exibe o uso da RAM pelos navegadores.

Qual é o segredo? Não sei ao certo, mas tenho alguns palpites. Para ajudar quem está em uma situação pior, transformei os resultados daquela reflexão em dicas que vão das mais objetivas, como configurações a serem feitas no Chrome, a sugestões comportamentais. E o mais surpreendente é que, ainda que baseado apenas no mais puro achismo, parece-me que essas últimas são as mais eficazes na luta contra esses eventuais problemas.

1. Use a versão estável de 64 bits

Existem quatro versões paralelas do Chrome que vão da estável (indicada para todo mundo) à Canary (absurdamente experimental). Entre elas estão a Beta, mais próxima da estável, e a Dev, que pende para o lado da Canary.

Juntas, elas formam uma espécie de ciclo evolutivo do navegador. Novos recursos aparecem no canal (como são chamadas tecnicamente essas versões) Canary, depois são promovidos ao Dev, dele passam ao Beta e, se estiver tudo ok, chegam ao estável. Pelo caminho ficam bugs e comportamentos inesperados.

Esses canais são como uma linha de produção onde desenvolvedores, entusiastas e cientistas vão lapidando o navegador, identificando e corrigindo bugs, até ele ficar pronto para o uso por gente menos entendida ou sem tempo de ficar debugando software. (Eventualmente, porém, alguma falha grave passa por essa bateria de testes e chega aos usuários do canal estável. Mas não se preocupe, isso é raro.)

Enfim, esta dica é básica e muito válida: use sempre a versão estável. Ela é a menos suscetível a travamentos inesperados e outros comportamentos estranhos.

Se o seu Windows for a versão de 64 bits (descubra), outra recomendação fácil é instalar o Chrome de 64 bits. Ele é recente, foi lançado em agosto de 2014 e promete maior estabilidade e um ganho tímido em velocidade. Nada muito perceptível, mas na web moderna qualquer milissegundo vale o esforço.

Chrome de 64 no Gerenciador de Tarefas.

Para saber a versão do seu Chrome no Windows, abra o Gerenciador de Tarefas (Ctrl + Shift + Esc) e, com o Chrome aberto, veja se na aba Processos ele aparece com um “(32 bits)” na frente do nome. Se sim, você precisa ir até esta página, clicar no link “Faça o download do Chrome em outra plataforma” e escolher “Windows 8/7 64-bit”. Note que ela substitui o Chrome de 32 bits e é preciso reiniciar o computador para que a mudança surta efeito. Favoritos, senhas e formulários salvos e outras configurações são preservados no processo de transição.

2. Evite extensões e plugins, use bookmarklets

Não entendo muito o frenesi em torno das extensões. Elas já foram muito úteis, uns dez anos atrás, mas boa parte das lacunas que as mais populares preenchiam hoje são nativas nos navegadores modernos — inclusive no Chrome.

Existem infinitos perfis de usuários, mas a regra vale para quase todos: se você tem mais do que três extensões instaladas, pode apostar que a maioria é dispensável. Eu, por exemplo, utilizo apenas uma (dispensável), a Kill News Feed (além das “obrigatórias” Bookmarks e Google Now). Mantenho algumas outras instaladas, porém desativadas. Essa é, aliás, uma boa dica, já que elas permanecem à mão quando necessário, porém ficam fora do caminho, e sem desperdiçar recursos, no restante do tempo.

Uma extensão ativada, outra não, ambas instaladas no Chrome.

Para ver todas as extensões instaladas, e desinstalar e desativar as que estão aí, abra uma aba, digite about:extensions e dê Enter. Não tenha dó, experimente viver sem extensões. Se estiver em dúvida, apenas desative desmarcando a caixa “Ativada”. O que muitos chamam de “necessidade” e classificam como “imprescindíveis” é, quase sempre, apenas força do hábito.

Uma boa alternativa para extensões são os bookmarklets. Explicando de uma maneira bem simples, são pequenos códigos em JavaScripts que podem ser salvos na barra de favoritos do navegador. Com um clique, eles realizam alguma ação na página que estiver sendo exibida. Aqui, por exemplo, eu uso bookmarklets do Bit.ly, Pocket, This.cm, Pinboard, Pinterest e um contador de palavras em trechos selecionados. Não pesam e, nos casos das redes sociais, fazem praticamente o mesmo que as extensões oficiais.

Bookmarklets na barra de favoritos do Chrome.

Onde encontrar bookmarklets? Geralmente os próprios sites oficiais oferecem, escondidos nas páginas das suas respectivas extensões. Tem que dar uma procurada. Para coisas mais elaboradas e/ou não atreladas a esse ou aquele site, o buscador Marklets é uma boa saída.

E os plugins… Cada vez menos relevantes, mas alguns ainda conseguem um lugar nos nossos computadores por uma maldita aplicação que seja. O Java, por exemplo, só continua instalado aqui para eu assinar notas eletrônicas. É uma coisa que faço esporadicamente, então não tem motivo para deixá-lo ativo, incomodando. Se você estiver numa situação similar à minha, entre em about:plugins e desative os plugins que você julgar desnecessários na maior parte do tempo. Quando precisar de algum, reative-o temporariamente seguindo o mesmo caminho.

É assim que elementos em Flash ficam com a opção ativada.
Não adianta clicar, é só uma imagem :-)

O Flash, outro plugin, é um caso à parte porque está embutido no Chrome e, apesar de estar caminhando rumo à obsolescência, ele ainda é visto com alguma frequência na web. Para esse caso eu prefiro utilizar uma configuração do próprio navegador que só ativa plugins, Flash incluso, com um clique meu. Ela está nas configurações (about:settings), em Privacidade, Configurações de conteúdo… (botão), no campo Plug-ins. Marque a opção “Clicar para reproduzir” e depois clique no botão Concluído.

3. Abas

Abas. Muitas abas.

Antes da dica, cabe um (grande) parêntese.

Há tempos o navegador deixou de ser uma janela para a exibição de conteúdo estático publicado na web. Ele é muito mais que isso, é uma plataforma. Quando algum tiozão de conferência ou acadêmico de comunicação fala em “web 2.0”, esse termo vago, impreciso e ruim, o que eles querem dizer é que a web pode servir de base para aplicações mais práticas e variadas, que ela vai além da mera exibição de texto e imagens. Que dá para rodar programas dentro do navegador.

Hoje, você consegue executar milhares de jogos com apenas um clique, converter uma quantidade enorme de arquivos sem instalar nada no Windows, digitar e editar textos, planilhas eletrônicas e apresentações de slide, rodar jogos complexos que utilizam o potente Unreal Engine, um motor gráfico que há pouco mais de uma década exigia um hardware de ponta. Sem falar em e-mail, redes sociais, agenda de compromissos, programas de bate-papo, música, vídeo…

Tudo o que antes você fazia só com aplicativos, hoje está ao alcance de uma URL. A fim de viabilizar tudo isso, os navegadores precisaram incorporar novas tecnologias e conciliar essa evolução com estabilidade e leveza. Não só parece, é uma equação complicada de se resolver.

Boa parte desse processamento acontece no lado servidor, mas no cliente (ou seja, no seu navegador) rola muita ação também. Foi-se o tempo em que o JavaScript só servia para fazer texto piscar na página. Hoje, combinado com requisições XMLHttpRequest, sites dinâmicos que conseguem carregar blocos independentes sem recarregar toda a página são possíveis. O HTML5 trouxe armazenamento local e outras tecnologias que ajudaram a nos livrarmos da dependência de plugins e soluções proprietárias. Tecnologias como o WebRTC permitem vídeo chamadas e comunicação peer-to-peer em navegadores — e usando apenas eles. O Hello, da Mozilla e Telefônica, é um dos primeiros serviços comerciais a aproveitar esse formato aberto.

Reclamar do “peso” dos navegadores modernos sem levar em conta esse contexto é deixar metade da história de fora. O navegador cresceu tanto em funcionalidades e robustez que é, ele só, quase um sistema simbionte no Windows e no Mac. E, não à toa, é graças a todo esse avanço que existe o Chrome OS, um sistema que começa e termina em um navegador.

“Ok, um sistema dentro do outro, e um muito poderoso, mas ele continua deixando meu computador lento.” Justo. Faço-lhe, então, a seguinte pergunta-Inception: você já considerou que, talvez, seja você quem esteja deixando o navegador lento e esse, por sua vez, deixando o Windows lento? (Fim do parêntese.)

Cada aba do Chrome é vista pelo Windows como um processo independente. Somadas, muitas delas obviamente gastam muita memória. O Chrome para desktops é diferente do móvel, onde ele “mata” abas na medida em que a memória é requisitada por outros apps. (É por isso que, no iOS ou Android, às vezes ao voltar a uma aba aberta há tempos ela recarrega a página toda do zero.)  No Windows, OS X e Linux, o navegador vai acumulando memória enquanto essa estiver disponível. Não é que o gasto em si da memória seja ruim, como expliquei lá em cima; é que a quantidade é limitada e o sistema e demais apps também precisam de um pouco dela para trabalharem.

Assim, a sugestão é dar uma aliviada, ser mais gentil com o navegador. Em termos práticos, trabalhar com menos abas abertas. Que tal cinco no máximo, dez estourando?

Ícone fofinho do Chrome.
*-* Seja gentil com o Chrome ^^ . Desenho: xfe/DeviantART.

Evite deixar abas abertas “para ver depois”. Pegue emprestada uma parte da filosofia GTD e processe as abas tão logo elas apareçam. É algo que quer ler depois? Salve no Pocket. Uma informação para consulta posterior? Coloque o endereço junto às demais em um app de notas como o Notation. E-mail, Twitter e Facebook? Faça o que tem que fazer e feche-as em seguida. Cinco abas é um número grande e perfeitamente gerenciável. E, claro, uma carga amena para a maioria das configurações de hardware. (Lembre-se: eu nunca tenho problema de lentidão ou falta de RAM usando um Core i5 de segunda geração e apenas 4 GB de RAM.)

Com o tempo, as abas tendem a gastar mais memória. Dois casos exemplares (e problemáticos) são Facebook e Gmail. Como evitar isso? Mantendo esses sites fechados. Você não precisa ficar no Facebook o tempo todo, muito menos no Gmail. Veja suas notificações, converse com alguém, leia e mande seus e-mails e feche essas abas. Se precisar ver alguma coisa lá daqui a dez minutos, abra-os novamente.

Como já disse no início, desde que esse assunto surgiu no nosso grupo no Facebook (só para assinantes), comecei a pensar o que eu faço que me permite ter uma relação tão amistosa com o Chrome. As duas primeiras dicas ajudam, mas credito ao gerenciamento de abas a maior parcela desse sucesso. E os benefícios vão além dos mais pragmáticos; eles chegam ao seu cérebro. Como Pedro Burgos explicou ao compartilhar sua resolução de ano novo (fechar mais abas) no Yahoo:

Quando abro um monte de abas, e as deixo lá, tenho a sensação de que tenho um monte de coisas a fazer, o que acaba de certa forma me paralisando, me impedindo de passar para outra tarefa. A sua consciência apita algo como “você precisa anotar os ingredientes daquela receita”, e cada aba que revisitamos nos leva a pensar em outra coisa, atrapalhando o foco. Há diversas pesquisas que mostram que se você fizer uma coisa por vez, provavelmente terminará cada uma mais rápido. Eu consigo ler melhor em um iPad do que em um computador pela natureza monotarefa dele. Com as interrupções constantes e a possibilidade de abrir novas tarefas mentais o tempo todo no computador, a tentação de procrastinar é grande.

(Ele também dá uma dica legal para ajudar na detox do vício em abas, a extensão xTab. Com ela, você estipula um número máximo de abas abertas ao mesmo tempo.)

O ideal seria podermos usar nossos computadores da maneira que quisermos e eles se virarem com a demanda. Só que não é assim — ainda que você gaste o preço de um carro montando um FREAKING GAMING PC ULTIMATE, engasgos ocasionais ocorrerão.

Se somarmos o hardware médio que é vendido por aí e o desconhecimento sobre o básico do funcionamento de um computador, não é de se estranhar que haja tanta frustração no uso de um software poderoso e vital como o Chrome. Lembra que o Firefox, antigo detentor do título de navegador queridinho, também era alvo de duras críticas por consumo excessivo de RAM? Então. Como em todo conflito, talvez o caminho para a paz seja pararmos de brigar e reclamar e, nesse caso metaforicamente, sentarmo-nos com a outra parte para chegar a um consenso. Em último caso, não custa nada tentar.

  • Chicão

    Neste momento, com sete abas abertas, são 680 MB só para o navegador
    Exato. Aqui fica por aí tbm o consumo.
    E tbm uso um note de 4gb. Esses 4gb nunca lotaram e o navegador nunca engasgou.
    E olha que eu nem desativei nada. Só mantenho aqui o que uso.
    Em fóruns vejo tópicos de pessoas colocando 8gb ou 16gb de ram só pra rodar o navegador. Na boa, deve tá sobrando dinheiro pq até mesmo aqueles notes de 32bits de alguns anos atrás com 3gb dá com sobras.
    Mas se depois da pessoa ler todas as dicas desse post, ainda tiver com problema, basta resetar o Chrome que ele fica que nem novo. Mas se mantiver os péssimos hábitos, em pouco tempo ele vai inflar de novo.

    Redefinir as configurações do navegador
    No canto superior direito da janela do navegador, clique no menu do Google Chrome
    Selecione Configurações.
    Na parte inferior, clique em Mostrar configurações avançadas.
    Na seção “Redefinir configurações”, clique em Redefinir configurações.
    Na caixa de diálogo exibida, clique em Redefinir.

    • marcio_curl

      Você me lembrou de outro ponto relevante, que são os crapwares. Já peguei vários computadores em que o Chrome ficava absurdamente lento por causa das tralhas que eles modificam no navegador.

  • Rafael Machado de Souza

    no meu notebook só engasgava quando minha namorada abria o perfil dela paralelamente, mas faz meses que isso não acontece.
    quanto ao Chrome 64 bits eu nao sabia. vou fazer isso aqui no computador da empresa.
    Pra quem usa Linux eu dou a dica de alterar o swappines. eu acho que por padrão é 40. isso quer dizer que quando está sendo utilizado 40% da RAM ele começa a usar o swap.(me corijam se estiver equivocado). Eu alterei o do meu para 70.

    • Ed

      Eu li alguma coisa sobre o swapiness há alguns anos. Não uso mais o Linux, mas lembro que pela minha experiência prática, esse valor pode ser bem, bem mais extremo… algo como 10 ou até mesmo 0.

      Se você quer reduzir/evitar o uso de swap, precisa reduzir o valor desse parâmetro em vez de aumentar.

  • Juan Lourenço

    Hmm, Flash apenas no click parece uma boa, vou usar

  • Toga

    Chronomium/Blink é o único detalhe que me deixa apreensivo com o Vivaldi.
    Sim, memória é para ser usada, o problema é que o Chrome e derivados parecem usar mais do que o necessário, mais do que os concorrentes, esquecer de limpar e não entregar a mesma “qualidade”. Hoje testando o snapshot novo do Vivaldi, sem nenhum bug detectado no snapshot de estreia, depois de algumas horas puft! A engine dele devorou meus 4GB de RAM. Eu nunca vi isso, foi a primeira vez que presenciei esse fato. Quando usei Chrome e Chropera notei o consumo de memória mas nunca tinha usado por tanto tempo e por isso nunca tinha esbarrado nesse problema. E como é uma prévia técnica pode imaginar que não tenho extensões (excedo adblock) e ainda desabilitei o que pude de plugin por segurança.

    Esse Chromium/Blink é uma droga, pensava que com a Opera entrando no barco dele veria contribuições de usabilidade, consumo de memória, entre outros, mas parece que não aconteceu.

    Multi processos tem sua vantagem, mas…
    E cadê a Mozilla com o Servo? Que demora.

    • Chicão

      Hoje testando o snapshot novo do Vivaldi, sem nenhum bug detectado no snapshot de estreia, depois de algumas horas puft! A engine dele devorou meus 4GB de RAM.

      Cara, o Vivaldi ainda tá em uma versão MUITO beta.
      E pode esquecer esse lance de “sem nenhum bug detectado”. Eles só não te avisaram, mas com toda certeza existem vários. Até pq se não existisse, tua memória não teria sido devorada.

      • Toga

        Claro que tem bug, apenas que todos os que eu encontrei e ouvi falar foram corrigidos.

        E essa é a primeira vez que vejo isso acontecer, nunca vi isso em nenhum navegador que usa Presto ou Gecko, seja a compilação Alfa, Beta, Omega, só agora, só com o Chromium/Blink.
        Usamos muito o navegador, só que ele precisa entender que ele é SÓ um navegador, não o sistema operacional para usar a memória toda só para ele e os outros programas terem que ficar brigando por um pouco dela.

  • Guest

    Vou deixar essa aba aberta aqui pra pegar o link do Marklets mais tarde. rs

  • gilbras

    Vou deixar essa aba aberta aqui pra pegar o link do Marklets mais tarde. rsrs

  • Ótimo texto Ghedin. Apesar de acompanhar o MdU desde o início, ele tem subido na minha lista de sites preferidos.
    Também não tive problemas com o Chrome, mesmo com 10-15 abas abertas, porém achei as dicas super válidas. Tenho usado o pocket bastante para reduzir as abas e melhorar o foco.
    Estranhamente, desde a versão 4 do Firefox tenho problemas com ele, tudo parece lento mesmo com a configuração semelhante a sua.

  • Ivan

    Eu concordo bem com o texto de que muitas vezes são os hábitos do próprio usuário que multiplicam o número da memória utilizada pelo navegador.
    Porém, o que me pega é a questão da otimização do Chrome em si. Entendo que os sites em si se tornam cada vez mais complexos, com bastante uso de HTML5 e outras tecnologias que utilizam bastante o processamento da máquina cliente. Mas quando o navegador do Google foi lançado, a proposta era justamente ser leve, rápido e simples, coisa que a concorrência na época não sabia bem fazer. Não vejo essa leveza mais. Talvez sejam tantos recursos embarcados, muitos por baixo do capô e outros dos quais eu pense um pouco sobre a relevância, que o programa tenha pesado. Aliás, a instalação do Chrome, que no início era tão levinha, hoje já deve estar por volta de 40mb ou mais.
    Acreditem ou não (não precisa jogar pedras), eu voltei para o IE. E quem fala é um fã do Chrome desde quando ele foi lançado.
    Mas o browser da MS, em suas últimas versões, está bem estável, sucinto, não gastão de memória. Não tem o motor de um blink da vida, mas deixa eu usar o restante do PC, Illustrator, Photoshop e companhia do trabalho, em paz. E ainda tem o modo Modern que para navegação mais imersiva, não tem nada melhor.

    • Ed

      Eu estou em uma situação parecida. Também sou fã do Chrome desde o lançamento, mas nos últimos tempos ele perdeu a leveza que lhe era característica. No Mac, eu migrei para o Safari, que mesmo sendo mais bonito, rápido e leve, ainda tem recursos nativos que o Chrome só tem por meio de extensões ou bookmarklets (lista de leitura e modo leitor são os mais relevantes para mim).

      Não vejo o peso do Chrome como algo crítico, memória é abundante e barata. A questão é que os motivos que me fizeram migrar para ele no passado já não se aplicam mais a ele próprio, mas passaram a se aplicar a concorrentes… Então por que não migrar de novo?

  • Ivan

    Aliás, ainda falando sobre o Chrome, mas abrindo um pouco o foco para o Google em si, sou só eu que tenho problemas com a utilização de múltiplas contas logadas no Google? Quando o recurso foi anunciado, vi como a solução para os meus problemas, com diversas contas diferentes para gerenciar.
    Mas aí, depois de um tempo, qualquer site do Google (Gmail ou o próprio buscador, por ex.), ou demora uma vida para abrir ou não chega nem a isso.

  • dmarcell

    ótimo post, testando todas as dicas

  • MetalGear

    Geralmente quem reclama de uso da memória é gente que usa muitas extensões e deixam muitas abas abertas. Extensões como o adblock são as prováveis culpadas pelo consumo excessivo de memória (http://www.extremetech.com/computing/182428-ironic-iframes-adblock-plus-is-probably-the-reason-firefox-and-chrome-are-such-memory-hogs).
    Há casos de pessoas que usam 100, 200 abas abertas, fico me perguntando como vc consegue achar alguma coisa aí? É muita bagunça.

  • Tiago Alexandre

    Onde encontro essa extensão: Bookmarks?

  • Claudius

    Porque será que a atualização para o chrome 64 bits não é automática ?

  • doorspaulo

    Em casa eu não tenho problemas com o Chrome (6GB Ram), mas no trabalho, é tenso (1,5GB Ram, usando Windows 7 x64).
    Faço de tudo, mas volta e meia ele crasha por falta de ram.
    Aí, você tem que fechar o Word, fechar o IE (sistema da empresa só funciona no IE), deixar só uma aba aberta e nada mais.

    Tenso.

  • Lucas Bahamut

    Excelente texto. Peguei 2 dicas.

  • Luís Fonseca

    Ótimo artigo.
    Algumas sugestões e explicações sobre determinados comportamentos do Chrome foram bem interessantes.

  • Conta apagada

    Pode parecer meio besta o que vai ser escrito agora, mas acho que dependendo da máquina, o melhor é estudar um navegador que se adeque.

    Como padrão de mercado, os computadores de 2 anos atrás até hoje tem no mínimo 4 GB de memória. Computadores abaixo de 2 GB de memória e/ou processador lento (normalmente Celerons / Pentiums / APUs simples da AMD), um Chrome não vai rodar com tanta eficiência quanto em um Core 2 Duo / Core iX / Phenom e processadores de alta classe da AMD.

    Como o Chrome processa muita coisa de fundo também, um computador que tenha mais fôlego roda melhor o Chrome que comptuadores mais simples.

    No meu caso, tenho um AMD E-350 1,6 Ghz e 6 GB de RAM. O Chrome vivia travando aqui. Comecei a adotar o Opera Chrominium e fiquei mais tranquilo. Ao que noto, ele tem menos processos de fundo e tem uma boa estabilidade.

  • Pedro Lima

    o sucesso inicial do Chrome sobre o IE se deu pelo fato dele nao usar extensao alguma, apos as versoes que tem plugins embutidos e possibilidade de instalar extensoes e que comecaram os problemas.
    reclamaram do IE , porem o IE sabe trabalhar com plugins (que sao dll pesada ou nao) . Demora a carregar no inicio, mas sabe gerenciar.
    Ja o chrome parece nao saber trabalhar,
    eh infinitamente ridiculo nao saber lidar com, “aff”, scripts javascript, que eh como as extensoes sao feitas.
    ja as dll que o IE tem que controlar sao como executaveis, podem dar estouro de memoria, erros na execucao e outras coisas feitas por programadores sem conhecimento.
    o proprio “lixo” de memoria eh comum de ser feito em linguagens como c+ e vb6 que sao linguagens usadas para programar as extensoes para Internet Explorer:
    algo como
    function qualquer()
    a=new objeto;(c)
    set a = new objeto(vb6)
    provoca lixo de memoria a cada ciclo que e chamado , se essa instrucoes estiverem em timer e nao houver limpeza de memoria ,ate mesmo dos objetos ou classes em variaveis de escopo local
    havera a cada ciclo, aumento na memoria Ram do sistema com o tamanho em bytes que o objeto ou classe usar.

    As versoes mais atuais do IE lidam muito bem com as DLL mal escritas, em caso de “pau”, apenas a aba ativa se perde e reinicia.
    ja no chrome, um “pau” numa extensao, ou em um de seus plugins embutidos faz travar todo o navegador