Quem é você em 2015, leitor?

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26/3/15, 9h22 1 min 26 comentários

Pesquisas como esta abaixo têm duas finalidades: ajudar-me a conhecê-lo melhor e ter um feedback mais preciso do que estou fazendo aqui, no site. Tire uns minutinhos a fim de responder essas 13 questões sobre você e o Manual do Usuário; sei que é meio chato, mas é bem importante também:

Atualização (2/4, às 13h10): Obrigado a todos que responderam — foram mais de 550 respostas! Em breve trarei os consolidados das perguntas objetivas e alguns dos comentários mais curiosos e frequentes.

Blogs estão com os dias contados? Velho debate, mesma resposta

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4/2/15, 13h06 8 min 40 comentários

Eu não acompanhava, mas conhecia a fama do The Dish, blog político do Andrew Sullivan. Essa fama era especialmente inspiradora para mim porque ele conseguiu, há uns dois anos, abandonar o portal onde estava hospedado e se lançar em uma jornada independente, sustentado por 30 mil (!) leitores que viabilizaram um pequeno negócio com faturamento anual de US$ 1 milhão. Apesar disso, semana passada Sullivan anunciou o fim da empreitada depois de 15 anos na ativa. Essa notícia serviu de gasolina para reacender um velho debate: os blogs estão mortos?

Ao justificar o fim do The Dish, Sullivan alegou cansaço, estafa, problemas de saúde e o anseio por um ritmo mais lento: Continuar lendo Blogs estão com os dias contados? Velho debate, mesma resposta

A hora de assinar o Manual do Usuário é agora

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3/2/15, 16h01 4 min 4 comentários

É bem provável que você já saiba, mas não custa relembrar: o Manual do Usuário tem uma área paga para assinantes, um “lado B” que é tão legal quanto a parte gratuita do site. Hoje fiz algumas mudanças para torná-la mais acessível e permitir que mais gente participe — e, consequentemente, ajude a custear essa empreitada. Continuar lendo A hora de assinar o Manual do Usuário é agora

Manual do Usuário, o blog de tecnologia que será (quase) sempre o último a falar

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15/10/13, 10h00 8 min 42 comentários

Em uma das minhas últimas idas a São Paulo reuni alguns amigos em uma cafeteria da Alameda Santos e, sendo a maioria jornalistas que escrevem ou já escreveram sobre tecnologia, o papo acabou descambando para esse lado.

O Pedro levantou as sobrancelhas de alguns dos presentes quando disse que, hoje, se houver três notícias de tecnologia revelantes por dia é muito, e que todo o resto é basicamente dispensável.

Aquilo ficou martelando a minha cabeça.

Mais recentemente, Evan Williams, do Blogger, Twitter e Medium, disse ao TechCrunch algo na mesma linha:

“Notícias em geral não importam na maior parte do tempo e a maioria das pessoas estaria melhor se gastasse seu tempo consumindo menos delas e mais ideias com efeitos de longo prazo.”

Ele também disse que blogs de tecnologia são escritos por incompetentes e todos muito ruins, mas esse é outro papo :-)

A importância que a tecnologia de consumo ganhou na vida das pessoas, principalmente depois do “boom” dos smartphones em 2007~2008, fez crescer também a atenção dada a essa área. Mesmo com esse fator jogando contra as declarações do Pedro e do Ev, uma análise menos apressada revela que talvez não seja mesmo preciso gastar tanto teclado para manter os interessados por dentro do que rola e que, com certeza, há muito ruído no noticiário de tecnologia. Na Internet de modo geral, mas especialmente nessa área.

Existe uma série de culpados que força boa parte da imprensa a dar atenção a rumores, falar incessantemente de Apple, entrar nas briguinhas de fanboys e apelar para curiosidades que mereceriam no máximo um tuíte, mas o principal é a publicidade. Ainda calcada em métricas questionáveis como page views, ela coloca o bom jornalismo contra a parede. É um problema crônico e de longa data sobre o qual não me prolongarei muito aqui — aos interessados, e recomendo que todos estejamos, leiam isto.

Outras questões meio relacionadas merecem crédito também, como o tratamento que alguns veículos dão ao tema, como se tudo fosse super incrível e maravilhoso, e aos leitores, ignorando a bagagem e o conhecimento deles, mantendo aquele desnivelamento típico de professor-aluno de escolas antiquadas, como se a relação site-leitor fosse uma via de mão única.

Dá para fugir disso? Dá para fazer diferente? Acho que sim, e é isso o que tentarei neste Manual do Usuário.

Mas… quem é você?

Este sou eu.
Foto: Laura Mariane Cecílio/Arquivo pessoal.

Oi, meu nome é Rodrigo Ghedin — esse cara boa pinta aí em cima. Sou bacharel em Direito, estudo Comunicação e nunca trabalhei com outra coisa que não jornalismo de tecnologia. Comecei nisso, aos trancos e barrancos, em 2002, e desde então integrei equipes de alguns sites e blogs muito legais.

Tudo começou no WinAjuda, site próprio que criei quando ainda estava no Ensino Médio e, oito anos depois, vendi para uma editora. Em 2009 fui para o Meio Bit, onde fiquei por dois anos. Depois teve os meteóricos seis meses de Gemind, no final de 2011, minha segunda investida independente que fracassou por ser muito ambiciosa e, em certa medida, ingênua. Nesse meio tempo, colaborei timidamente com o TechTudo, da Globo.com, assinando uma coluna sobre a Microsoft. No começo de 2012 fui para o Gizmodo.

Lá, aprendi muito sob a batuta do Pedro e, depois, do Leo, ao lado do Felipe, Nina, Giovanni, Daniel, André e Ana, e com o apoio de todo o corpo de profissionais da F451 — é um punhado de gente! Mesmo remotamente, deu para sentir mais ou menos o clima de uma redação e apurar a visão que eu tinha desse universo. Ter mais cautela, mais paciência, ser mais curioso. No fim, acho que aprendi a ser mais profissional.

Esse caminho, com umas partes das quais me orgulho um bocado, algumas viagens fascinantes e uns encontros não muito legais da minha cara com o muro, culmina neste blog que você está lendo, no Manual do Usuário.

Mais um blog de tecnologia?

Sim, mas um diferente. E é nessa diferença que ele se justifica.

Se tudo correr bem, você ficará satisfeito ao fim de cada leitura que fizer aqui, terá compreendido e internalizado o tema proposto e, talvez, ficará com um gostinho de quero mais que poderá ser saciado na seção de comentários.

A ideia é levar aquele papo de três notícias por dia (no máximo!) ao pé da letra, apegar-se à filosofia slow web1 e oferecer conteúdo único e de alta qualidade. Você não lerá nada exatamente novo aqui. Não tenho e nem quero o compromisso de ser o primeiro a dar uma notícia, não é essa a ideia. O objetivo é dar a notícia que importa e de maneira completa. Contextualizada, questionada, esmiuçada.

Além das notícias, há outra parte importante nessa receita: os textos longos, bem trabalhados, demorados, como alguns que fiz nos últimos meses pelo Gizmodo — veja isto e isto para entender. Lá fora chamam esse estilo de “longform journalism”; aqui, já ouvi falar em “leitura de fôlego”, mas não tenho certeza se esse é o termo correto. E não importa. O que interessa é que serão textos fora da curva, lapidados, redigidos depois de muita leitura, pesquisa e reflexão. Note que até o visual do blog denota esse ar mais… artesanal. (Aliás, curtiram?) Os assuntos? O que for legal e/ou importante.

Quando Tim Stevens, ex-editor-chefe do Engadget, anunciou sua ida à CNET, ele escreveu em seu blog:

“Embora a cena de notícias de tecnologia esteja muito saturada, ainda há um monte de histórias não contadas apenas esperando atrás das cortinas. Quando o ritmo das notícias é intenso dessa forma, poucos escritores têm o luxo ou a paciência de se aprofundar, não só para responder o que determinado objeto é, mas por que ele é. Que fatores contribuíram para seu design, seu desempenho, seus recursos e seu custo? E então, depois que os reviews são publicados e a indústria se move em sua sua eterna obsessão para saber o que vem a seguir, como o que já está aqui se encaixa de fato em sua vida? Cada novo produto e avanço tecnológico tem uma história. Trabalharei para contar, de forma exaustiva e respeitosa, essas histórias.”

Longe de mim comparar-me ao Tim, mas ler esse parágrafo reforçou a ideia de que havia essa lacuna e que as condições eram favoráveis para tentar.

Legal! Por onde começo?

Foto de cima da Type Cover anexada a um Surface Pro.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Pensei em explicar logo de cara a linha editorial do Manual do Usuário, mas talvez seja mais divertido se vocês verem essas coisas nascendo aqui e ali. O arquivo já conta com algumas notícias recentes. Novos estão a caminho, incluindo os especiais a que me referi acima. Os podcast serão trazidos para cá e, por ora, podem ser ouvidos direto da fonte (caso queira assiná-lo, este é o feed RSS e aqui ele na iTunes Store). Recomendo também dar uma lida no “Sobre”, especialmente o trecho onde explico como planejo manter isso funcionando — você pode ser parte importante para fechar os números no final do mês e é, sem dúvida, a mais importante no que condiz a termos de uso e privacidade.

Como é praxe hoje, acompanhe as novidades via TwitterFacebook, Google+, RSS ou assinando a newsletter gratuita do site. Você também pode se tornar assinante e ganhar acesso ao “lado B” do site, com alguns benefícios como a versão “premium” da newsletter. Nela, além do resumão semanal deste blog, compilo e comento links bacanas que encontro por aí. Quem assina, adora.

(Pretendo publicar apenas links dos posts, um “giro de notícias” diário e responder dúvidas no Twitter do Manual do Usuário. Para um papo mais descontraído e comentários rápidos sobre tecnologia, além de umas piadas ruins e tuítes sem nexo ocasionais, siga meu perfil pessoal por lá.)

Os comentários, como dito, estão abertos. Lerei todos, responderei quando convir. Puxe um banquinho, abra a geladeira, pegue uma cerveja e não se sinta intimidado para falar. Isso será legal!


1 Slow web é um movimento recente que chama a atenção para a celeridade da informação na web e de como isso nos faz mal. Como uma analogia ao Slow Food, Jack Cheng prega, em seu manifesto, que desaceleremos e saibamos aproveitar o que a web tem de melhor em vez do que ela oferece mais rápido. Escrevi sobre isso no PapodeHomem

O que esperar do Manual do Usuário em 2015

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20/12/14, 14h20 5 min 18 comentários

Quando comecei o Manual do Usuário, me dei um ano para fazê-lo andar com as próprias pernas. Não rolou. Mas aconteceram tantas coisas legais, especialmente depois do seu primeiro aniversário, que me deixaram mais animado para continuar. É cedo para dizer, mas 2015 deverá ser um bom ano.

Gastei bastante teclado falando do passado recentemente na celebração do primeiro aniversário. Talvez valha a pena puxar de novo apenas a questão da linha editorial, que é a mais complexa e difícil de administrar. Rola uma espécie de “fear of missing out” editorial, com variações de intensidade esporádicas.

Ainda fico com os dedos coçando quando um assunto que me é interessante estoura na mídia, mas o auto-controle para observar a situação primeiro e, se for o caso, escrever depois tem se manifestado com menos sofrimento, mais naturalidade. Acho que precisava de um tempo para perder o cacoete de site/blog de notícias, afinal foram uns bons anos nessa. Este aqui, o Manual do Usuário, é diferente, é um Slow Web. Eu não quero, e nem conseguiria, transformá-lo em algo mais acelerado, mais voltado a notícias. Continuar lendo O que esperar do Manual do Usuário em 2015

Hey, este é o Manual do Usuário

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1/8/14, 17h36 3 min 17 comentários

Tenho que melhorar isso mesmo!!!

Fiquei bem contente com o comentário do leitor Igor e, ao mesmo tempo, um pouquinho preocupado. Como divulgar minha página? Como?, eu me pergunto.

Não manjo muito dessa área, na verdade, então o que posso fazer por ora é apresentar trabalho. Tomemos o dia de hoje. Foi um atípico por aqui, com muitos posts publicados. Apesar de ter mudado sensivelmente a linha editorial em relação ao início do blog, o compromisso de ser diferente se mantém. Acompanhe-me nesta sucinta reflexão:

Vários sites nacionais falaram [email protected], mas eu fui falar com o cara que fez a parada. O anúncio do armazém da DealExtreme em Curitiba tinha saído em um post bem de nicho, sobre RaspberryPI, e ganhou mais exposição ao ser pinçado aqui. O Bleep foi pauta no mundo inteiro ontem, mas hoje consegui testá-lo e escrever um hands-on — no Brasil, não vi ninguém fazer.

São exemplos que trago não para me gabar, mas sim demonstrar o valor do Manual do Usuário. Nas redações de sites maiores certas urgências impedem esse trabalho marginal e por vezes mais demorado. Como não tenho o mesmo compromisso deles, consigo ir atrás dessas histórias. Já temos Gizmodo, Tecnoblog, Olhar Digital e Tecmundo, sem falar nos sites de tecnologia em inglês, cobrindo hard news e produzindo conteúdo original de qualidade; não quero competir, quero somar.

O Manual é um blog atípico por um monte de motivos, do modelo de negócio ao visual, passando pela abordagem e seleção dos assuntos de que trata. Este post é só um lembrete disso e um pedido a você para:

  • Ajudar a divulgar o blog. Vale um post no Facebook, um tweet, até o boca a boca. Concordo com o Igor, acho que deixo a desejar na promoção disso aqui, então qualquer reforço nessa área é bastante útil!
  • Assinar. O plano mais básico custa US$ 1 por mês, menos que um cafezinho. Pagando um pouco a mais, o preço de um cafezinho e um pão de queijo, você recebe a newsletter que todo mundo adora (amanhã sai uma nova), acompanha as gravações do podcast ao vivo e, o mais importante, me ajuda continuar tocando isso aqui. Considere assinar o Manual do Usuário.
  • Se faz parte de alguma startup, agência ou empresa, entrar em contato para levar seu produto aos meus super leitores. Ideias não faltam, o que falta é pintar alguém afim de apostar nelas.

O Manual do Usuário está em um novo (e veloz) servidor

Por
13/12/14, 14h56 2 min 10 comentários

Longa exposição em uma estrada.
Foto: jonel hanopol/Flickr.

Se você está lendo este texto, significa que já está acessando o Manual do Usuário do novo servidor. O visual continua o mesmo, todos os artigos e comentários publicados permaneceram intactos na migração. De diferente, mesmo, só a velocidade. Está muito rápido!

Deixei a Media Temple, depois de mais de um ano de bons serviços prestados, para os cuidados do Julian Fernandes, amigo e leitor de longa data e obcecado por otimização — ele é consultor de WordPress e trabalha na Synthesis, a divisão de hospedagem para a plataforma da Copyblogger Media. Por gostar e acreditar que o Manual é um negócio legal, o Julian se ofereceu para cuidar do nosso back-end.

Só nessa de migrar para um servidor próprio e super otimizado os resultados já são expressivos: saímos de um tempo de carregamento médio de 5s para menos de 800ms. E o objetivo é baixar ainda mais esse número.

768ms para carregar o Manual do Usuário.

Tiramos e acrescentamos plugins, mexemos em algumas partes do site e, embora eu não tenha notado nada errado por aqui, talvez erros pipoquem. Se notar qualquer um, entre em contato.