Da necessidade de antivírus em computadores e celulares

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1/2/17, 14h22 12 min 35 comentários

Em 1983, o cientista da computação Fred Cohen publicou um artigo acadêmico que detalhava um tipo de programa de computador capaz de “afetar outros programas modificando-os de modo que inclua uma (possivelmente melhorada) cópia de si mesmo”. Para se referir a essa então novidade, ele cunhou, no mesmo trabalho, o termo “vírus de computador”.

Mais de 30 anos depois, a indústria de segurança digital está consolidada e é, talvez mais do que em qualquer outro ponto da história, necessária frente aos avanços daqueles que querem destruir, invadir ou lucrar violando toda a sorte de dispositivos digitais presentes em nossas vidas.

Uma das vertentes da segurança digital mais difundidas se materializa na forma do antivírus, um programa que monitora ininterruptamente toda a atividade em um sistema a fim de protegê-lo. Mas até que ponto a confiança neles chega? O retorno compensa as falhas que o antivírus traz consigo? Ele é a única ou a melhor defesa de que dispomos? Afinal, quem vigia os vigilantes? Continuar lendo Da necessidade de antivírus em computadores e celulares

O backdoor do WhatsApp? Na verdade, trata-se de uma compensação de segurança

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18/1/17, 8h31 8 min 10 comentários

Logo da EFF.A Electronic Frontier Foundation é uma organização norte-americana sem fins lucrativos que defende a liberdade e os direitos civis no mundo digital. O Manual do Usuário traduz conteúdo selecionado do blog da fundação — matérias pertinentes sobre temas importantes.


O jornal britânico The Guardian publicou uma matéria sensacionalista na última sexta-feira alegando a descoberta de um backdoor no WhatsApp que permitiria a agências de inteligência bisbilhotar mensagens criptografadas. O Gizmodo disse, em seguida, que não havia backdoor algum, mas sim um comportamento intencional ali. O que aconteceu, afinal? Continuar lendo O backdoor do WhatsApp? Na verdade, trata-se de uma compensação de segurança

Signal, o app de bate-papo que prioriza a privacidade

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1/11/16, 14h33 9 min 17 comentários

Se no começo só tínhamos o limitado e instável SMS para nos comunicarmos por mensagens de texto no celular, hoje o cenário é bem diferente. Sobram opções, funcionais nos aspectos básicos e recheadas de funções extras. A dificuldade mudou de figura; agora está em eleger um app ou lidar com vários que servem a um mesmo fim. Qual escolher? Depende do que você prioriza. Continuar lendo Signal, o app de bate-papo que prioriza a privacidade

O Aware te ajuda a fazer pausas no uso do computador sem distrai-lo ou incomodá-lo

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8/12/16, 9h29 6 min 5 comentários

Regra básica para quem trabalha o dia todo com um computador: faça intervalos regulares, no máximo a cada 50 minutos. É bom para os olhos, para a coluna e para o cérebro. Problema: como controlar isso. Um app para macOS, extremamente simples, mas que tem funcionado bem como nenhum outro antes dele havia funcionado, é a melhor solução que encontrei até agora. Continuar lendo O Aware te ajuda a fazer pausas no uso do computador sem distrai-lo ou incomodá-lo

BBM para Android e iPhone: um intruso que chegou tarde demais

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22/10/13, 9h00 12 min 17 comentários

Antes da briga ferrenha que se desenrola hoje nos bolsos de praticamente todo mundo que tem um smartphone pela supremacia na troca de mensagens rápidas, havia um app que conseguiu fazer um nome, criar uma reputação: o BBM.

Restrito aos domínios do BlackBerry, ainda assim ele conseguiu se destacar pela confiabilidade com que recebia e entregava mensagens, e trazer convenções que só mais tarde outros, como WhatsApp, Facebook Messenger e WeChat, apresentariam e popularizariam nas plataformas concorrentes.

Os tempos são outros, a BlackBerry está mal das pernas, considerando ser vendida e, como um namorado que faz bobagem no relacionamento e se arrepende, pedindo mais uma chance aos fiéis clientes remanescentes. Um dos últimos artifícios para se manter viva no acirrado mercado móvel é a expansão do BBM, talvez o item de software mais valioso do seu portfólio, para Android e iPhone.

Lançamento tumultuado

Se tudo tivesse acontecido como o planejado, o BBM já estaria na App Store e Google Play desde o mês passado. O lançamento do app foi originalmente agendado, com direito a um estranhíssimo “BREAKING NEWS” no título (já removido) do blog corporativo da BlackBerry, para 21 e 22 de setembro, um sábado e domingo.

Nos dias marcados ele não apareceu e a explicação dada pela BlackBerry foi de que uma versão vazada do Android fora instalada por mais de um milhão de pessoas. Para piorar, era uma versão incompleta, com vários bugs que sobrecarregaram os servidores do BBM. Lançamento adiado, de volta às pranchetas para preparar melhor tudo isso aí.

É de se questionar se o estrago foi tão grande, ou se não havia formas de contornar o problema inesperado. Bloquear a versão vazada, talvez? A BlackBerry diz ter 60 milhões de usuários do BBM apenas na sua própria plataforma, logo deve estar acostumada a lidar com um grande fluxo de dados em seus servidores. Enfim, águas passadas. Não estipularam nova data, apenas que o app seria lançado em breve.

O “em breve” levou um mês exato e, hoje, o BBM para Android e iPhone foi lançado. Mas como nada é tão ruim que não possa piorar, além do atraso ele chegou com uma pegadinha um tanto desagradável.

Lista de espera para usar o BBM

Quem deu com a cara na porta mês passado ao tentar baixar o BBM viu um pequeno formulário de contato pedindo um email. A promessa era de avisar os cadastrados quando o app fosse lançado pra valer.

No fim, aquele formulário era mais importante que isso — na realidade, o tal email apareceu na minha caixa de entrada às 4h da manhã, muitas horas depois do lançamento de fato do BBM. A grande utilidade daquele formulário, no fim das contas, foi pular a lista de espera para começar a usar o BBM no Android e iPhone.

Não tem emoticon feliz que amenize a tristeza de uma lista de espera.

A BlackBerry diz que mais de seis milhões de pessoas deixaram seus emails. Esses podem baixar o app, fazer o cadastro e começar a usá-lo imediatamente. Quem ficou de fora precisa esperar. Quanto? O menor tempo possível, mas vai saber o que isso significa por lá.

Listas de espera para usar apps são um fenômeno recente. O primeiro grande caso foi o Mailbox, um app para gerenciar emails lançado em fevereiro. Antes de chegar à App Store fizeram vários teasers dele, o que acabou gerando uma demanda gigantesca. Era instituída, ali, a lista de espera para apps móveis.

Muito se debateu sobre a necessidade dessa artimanha, e o Mailbox, bem como outras empresas que aderiram à moda posteriormente, se defendem dizendo que por mais testes que façam, por mais servidores que tenham à disposição, às vezes a carga na nuvem é tão pesada que o serviço simplesmente cai e não levanta. Mesmo com fila, por exemplo, o Mailbox sofreu com quedas nos primeiros dias.

Em julho, Ellis Hamburger, do The Verge, publicou um bom texto sobre essa polêmica do mundo moderno. Há bons argumentos que justificam as listas de espera, há outros que mostram que, com muito trabalho e preparação, elas podem ser dispensadas, mas há uma certeza que ninguém consegue desbancar: lista de espera é um negócio chato. Em um smartphone, que seduz pelo seu sistema de recompensas instantâneas, com apps a um clique, tudo muito efêmero e imediato, isso pode ser fatal.

E no caso do BBM, não foi diferente. No TUAW, tradicional blog da Aol dedicado à Apple, Mike Wehner classificou a lista de espera da BlackBerry como ridícula e desceu o sarrafo na empresa. Nas redes sociais, então… Pelo menos uma galera tá levando na esportiva e comentando a lista de espera como se fosse uma física, tipo de lançamento de iPhone :-)

Indignação e polêmicas à parte, o BBM para Android e iPhone chegou, você já pode baixá-lo gratuitamente nas duas lojas de apps. Como a incidência de clones é absurdamente grande (pelo menos no Google Play), repasso a recomendação da BlackBerry: acesse bbm.com no seu smartphone. O site o redirecionará para o app correto na respectiva loja.

Se você é um dos contemplados com acesso imediato ao BBM, ou se já foi atendido após aguardar na fila (ou, ainda, deu aquele jeitinho de burlá-la), eis o que esperar do novo app.

https://twitter.com/Jesseosull/status/392386902881751040

(Ri muito desse tuíte aí em cima!)

Não se engane pelo visual, este BBM é o do Android

Testei o BBM em um smartphone Android. No sistema do Google, o app funciona na versão 4.0 e posteriores.

O visual Holo, que deu um trato há muito esperado no Ice Cream Sandwich, é basicamente ignorado pelo BBM. Na verdade, ele se comporta como um intruso. É como se você estivesse usando um app do BlackBerry 10 a partir do Android.

BBM nas três plataformas.
BBM no BlackBerry 10, iOS e Android.

O que, é bom avisar logo, não se traduz em “é um app feio”. Pelo contrário, é bem bonito e, confesso, essa tímida experiência com a identidade visual e diretrizes de UX do BB10 meio que me atiçaram a pelo menos dar uma olhada mais atenta no sistema. É bonito, é bacana, mas não é Android. Lembre-se: estamos falando do BBM para Android. Seria legal seguir a cartilha da casa.

O problema de se ignorar diretrizes de design em uma plataforma vai além de simplesmente não combinar — o que, ainda que discordem os utilitaristas, é também em si um problema. Os mais críticos, porém, surgem em incongruências de usabilidade, utilização de padrões incomuns na plataforma e aquela… estranheza geral.

No caso do BBM, por exemplo, a tela inicial é dividida em três áreas: Bate-papos, Contatos e Grupos. Mas há duas extras, nas laterais, acessíveis por botões nas extremidades inferiores. O painel à esquerda ainda pode ser exibido com um gesto de arrastar, semelhante aos do Windows 8. No da direita isso não funciona. A barra do topo, onde deveria ficar menus e acessos para outras telas (Action Bar)? Nada.

Não se engane, este BBM é o do Android.

Ao entrar em um bate-papo, o rodapé é preenchido por grandes botões de ação. Não são os únicos; existem outros na lateral direita oculta, acessível pelo botão de três pontos. A maior incongruência se revela no botão de voltar na interface do app que faz exatamente a mesma coisa que o botão de voltar do Android, que é persistente em todo o sistema e que também funciona no BBM.

Voltar do sistema e do BBM.

Não é nada que impeça o uso, ou o torne insuportável. Para um otimista, pode até funcionar como uma propaganda, um cavalo de Troia do BlackBerry 10 em sistemas concorrentes que vendem muito mais que Z10 e Q10. Na pior, ou mais comedida, mostra um certo desleixo com detalhes, especialmente quando posto perto de apps cujo desenho é tão adaptado ao Android, como Hangouts e WhatsApp. E uma curva de aprendizado maior, a ponto de vermos um artigo no maior blog dedicado à BlackBerry explicando a usuários de Android como executar ações básicas no BBM.

Questões visuais à parte, o BBM é muito rápido e funciona praticamente da mesma forma que, acredito, no BB10. Não sou muito versado em BlackBerry, mas à primeira vista só ficaram faltando os canais, anunciados em maio junto com o BBM para Android e iPhone, e a vídeo conferência.

O que ele tem de diferente?

Por anos o BBM conseguiu manter a fama de ser confiável, mesmo com uma queda feia de dois dias em 2011. Essa é uma bandeira que a BlackBerry usa bastante e, sejamos sinceros: dois dias em anos de operação é um desempenho notável.

Outro diferencial do BBM para os concorrentes é o uso de um código PIN para adicionar pessoas à lista de contatos. É menos invasivo fornecer um código exclusivo do app para um semi-desconhecido do que seu email, ou número do telefone. A segurança cobra seu preço em inconveniência: o código é gerado aleatoriamente e é grande. Não deve ser um obstáculo para quem ainda lembra de cabeça o UIN do ICQ, mas é um entrave para a maioria. Felizmente o próprio app oferece formas mais fáceis, como código QR e NFC, para estabelecer contato com outras pessoas.

Há bate-papos em grupos (até 30 pessoas cada) e uma função particularmente bacana, de mensagens em broadcasting. Com ela, dá para enviar uma mensagem a toda a lista de contatos de uma vez só. É uma coisa útil, mas que dificilmente se vê mesmo em apps que parecem ter sido feitos para esse tipo de operação, como o Snapchat.

Quer usar o BBM? Engula esse ícone aí, então.

No Android, há uma particularidade meio… chata. Por não usar a API de mensagens do Google, o app fica sujeito ao temperamento do sistema e à memória disponível. O método com que o Android gerencia a memória é o seguinte: enquanto haver memória livre, ele a consome. Faltou? Apps inativos são fechados automaticamente para liberar espaço aos que estão sendo requisitados no momento.

Apps de bate-papo que recorrem ao Google Cloud Messaging não têm que se preocupar com isso. O BBM, sim. A saída que a BlackBerry encontrou funciona, mas é deselegante, para dizer o mínimo: um ícone permanente na barra de notificações. Assim, o app fica “aberto” e não corre o risco de ser fechado, deixando de avisar o usuário sobre mensagens recebidas e outros alertas. Dá para removê-lo dali nas configurações, mas não é recomendável.

Outra coisa que reparei nesses testes iniciais é como ele degrada a qualidade das imagens enviadas. Abaixo, um comparativo com a mesma imagem recebida pelo Facebook (esquerda) e pelo BBM (direita). É normal serviços baseados na nuvem fazerem uma compressão em imagens para facilitar os envios, mas isso que o BBM faz é criminoso: ele diminui absurdamente a imagem e destrói sua qualidade.

A mesma imagem recebida via Facebook e BBM.
Clique para ampliar — imagem pesada, 426 KB!

O BBM chegou tarde

Apesar dessas críticas, o BBM é um app legal. Mas os tempos são outros, e as circunstâncias, desfavoráveis. Recorrendo mais uma vez a uma analogia romântica, não é você, BBM, sou eu. Ou melhor, os outros. Porque se tem um nicho de mercado que explodiu nos últimos anos, este é o de apps de bate-papo.

Conte comigo: Facebook Messenger, Hangouts, Skype, WhatsApp, Line, WeChat, Viber, Tango, KakaoTalk, MessageMe… ufa. Esses, apenas os que me ocorreram agora. Devem existir outros. São apps estabelecidos, com grandes bases de usuários. Se não, com empresas dispostas (e com caixa) para torrar muita grana até eles emplacarem, caso mais evidente o do WeChat, dos chineses da Tencent, que contrataram Messi como garoto-propaganda e botaram anúncios em horário nobre na TV brasileira.

Além de não ter tanto dinheiro assim para gastar na promoção do BBM, o momento delicado da BlackBerry gera desconfiança. Após sinalizar que está aberta à venda para outras empresas, e com rumores de que a Lenovo está interessada nesse negócio, há motivos para desconfiar da longevidade do BBM.

Por fim, tem aquele velho impasse de qualquer coisa que envolva pessoas em um sistema de apelo social: o dilema do ovo e da galinha. Ninguém migrará para o BBM se os amigos não estiverem lá. Não há uma receita para quebrar esse bloqueio inicial, mas no geral costuma ser a combinação de bom serviço, marketing agressivo e, talvez, uma pitada de sorte. Às vezes, só marketing agressivo — que o diga a Microsoft com seu MSN Messenger no comecinho da década passada.

O BBM para Android e iPhone poderia ser um sucesso estrondoso, mas para siso deveria ter sido lançado dois ou três anos atrás. Pode surpreender e virar mania? Pode, mas a quem queremos enganar? É pouco provável. Ele acaba sendo mesmo uma das melhores personificações de um dito inglês, o “too little, too late”. Chegou tarde, e chegou oferecendo pouco.


Agradecimentos ao Doni, Joel, Maomede e toda a galera que mandou screenshots da lista de espera para mim.

Os melhores apps para Android (setembro de 2016)

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18/10/16, 12h29 7 min 13 comentários

Todo mês o Manual do Usuário lista os melhores apps para as plataformas mais populares. Você está na do Android — não deixe de conferir, também, a lista da Apple (iOS e macOS) e as dos meses anteriores.

Faltou algum app aí embaixo? Avise nos comentários. E se descobrir algum legal no decorrer do mês, não se esqueça de mandá-lo para cá. Continuar lendo Os melhores apps para Android (setembro de 2016)

Terceirização do discurso ─ ou do que nos faz humanos

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19/10/16, 9h25 2 min Comente

O grande diferencial do Allo, um app de bate-papo que ignora as boas práticas de privacidade vigentes, é um intruso na conversa, o Google Assistant. Ele participa ativamente do diálogo, fazendo buscas a pedido dos interlocutores e, o que é mais preocupante, sugerindo respostas pré-fabricadas.

O Facebook Messenger também trabalha com robôs, mas em conversas paralelas, ou seja, não os traz para as conversas que mantemos com outros seres humanos — ainda, pelo menos. Mas é bobagem acreditar que isso se deva a um princípio humanista no âmago de Mark Zuckerberg.

É uma decisão de negócios. O Google quer se tornar uma entidade única nas nossas vidas digitais; o Facebook ainda depende de terceiros. Isso não o impede, porém, de experimentar com bizarrices. A última é sugerir tópicos de conversação com base no que seus amigos fizeram (ou confessaram ao Facebook terem feito) recentemente.

O problema disso tudo é que terceirizamos traços que nos são, até agora, exclusivos. A escolha das palavras e sobre o que falar são coisas muito humanas. Queremos terceirizar isso? Se sim, estamos cientes do custo?

Evan Selinger, professor de filosofia do Instituto Rochester de Tecnologia, e Brett Frischmann, professor da Faculdade de Direito Cardozo, estão escrevendo um livro intitulado Ser Humano no Século XXI (tradução livre). Um pequeno excerto publicado no Medium responde, de maneira limitada, mas didática, essas perguntas:

Terceirizar, então, não afeta apenas como uma tarefa é realizada. Quando decidimos ou não por terceirizar, precisamos considerar se vale a pena abdicar da ação, responsabilidade, controle, intimidade e possivelmente conhecimento e habilidade. Se não, provavelmente deveríamos realizar essa tarefa nós mesmos.

A conversa por texto já é bastante pobre. Ela normatiza o discurso de uma forma sutil, mas poderosa. Percebe como conversar com pessoas distintas pelo WhatsApp oferece menos nuances, como se todas fossem mais ou menos parecidas? Que as particularidades de cada um se revelam com mais facilidade, de modo inescapável, até, quando o contato é pessoal em vez de mediado por texto escrito em uma tela? Se nem esse fragmento de humanidade nos apps de bate-papo estamos dispostos a resguardar, aí tudo bem querer que o Allo escolha as suas frases e que o Facebook determine o assunto da conversa.