Notational Velocity e nvALT, antigos apps de anotações do macOS, estão de volta

Quando usava Windows, há mais de dez anos, sentia uma grande invejinha do pessoal do Mac por causa do Notational Velocity, um aplicativo de anotações rápido.

O visual característico, com a lista de anotações no topo e o texto da selecionada embaixo, somava-se ao controle total pelo teclado e ao atalho global para iniciar um novo texto. Por baixo do capô, tudo era salvo em arquivos de texto comuns (*.txt ou similares). As pessoas adoravam-no!

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Você piscou e o Google se deu o direito de usar seu Gmail, Drive e fotos para personalizar anúncios

O Google alterou uma regra importante em seus termos de uso que diz respeito ao uso de conteúdo do usuário guardado no Drive, Fotos e Gmail. Até 16/10, o documento afirmava:

Não mostramos anúncios personalizados com base no seu conteúdo do Drive, Gmail ou Fotos.

Os novos termos estendem esse trecho para adicionar condicionantes:

Não mostramos anúncios personalizados com base no seu conteúdo do Drive, Gmail ou Google Fotos, a menos que você escolha disponibilizar dados desses serviços para Serviços do Google que oferecem anúncios personalizados.

(Interessante ver o histórico/arquivo dos termos de uso. Há muita atividade desde o lançamento do Gemini.)

Não é como se o Google passasse a vasculhar ativamente seus e-mails, fotos e arquivos, mas qualquer compartilhamento com — por exemplo — o Gemini ou o Modo IA da busca coloca o conteúdo à mercê da personalização de anúncios. (O texto é vago, não? Provavelmente de propósito.)

O Android Authority, primeiro a notar essa concessão nos novos termos de uso, recomenda desvincular aplicativos conectados na sua conta Google, nas configurações de privacidade. Confesso que não achei a tela que eles indicam. Talvez porque já estava tudo desativado na minha empoeirada conta Google? Sei lá.

A partir de segunda (26), a Milena Giacomini tomará conta das redes…

A partir de segunda (26), a Milena Giacomini tomará conta das redes sociais deste Manual.

Caso ainda não acompanhe, siga por aqui: Bluesky, LinkedIn e Telegram. (Deixamos o Mastodon de fora porque o fediverso é meio avesso a perfis institucionais.) E, claro, inscreva-se na newsletter gratuita.

Estou animado para ver o que alguém que manja do assunto é capaz de fazer. Bem-vinda e boa sorte, Milena!

Post livre #358

Atualização (26/10, às 19h40): Post fechado. Sexta-feira tem mais!

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.   

Facebook tenta abocanhar — de graça — o conteúdo dos sites de notícias para treinar IAs

por David Gerard

Atualização (14h35): A Meta adiou a entrada em vigor dos novos termos de uso para 30/11, após a News/Media Alliance publicar uma carta aberta ao CEO da empresa, Mark Zuckerberg. A informação é da FastCompany.

O Facebook vem aí com novos termos de serviço para usuários corporativos! A partir de 30/10, se você for uma empresa, o Facebook poderá raspar o seu site e usar o conteúdo para tudo quanto é coisa.

A versão anterior dos termos só dizia que você licenciava o seu conteúdo para que a Meta pudesse exibi-lo nas suas publicações ou anúncios dentro das plataformas dela. Mas agora acrescentaram um parágrafo novo (cópia arquivada): se você tem uma conta que a Meta considera comercial, ela pode rastrear o seu site e usar o conteúdo como bem entender:

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500 MHz 
zhuk.dev

Este cara (Zhuk?) limita a frequência da CPU ao mínimo viável para o computador não travar:

Doze anos atrás, algum aplicativo, sabe-se lá como, deixava a CPU em 100% por minutos sem nenhum motivo aparente. A ventoinha disparando, o notebook esquentando de forma perceptível, a CPU chegando a 70-80º Celsius. Um pico de calor desses, isolado, não é nada, mas isso acontecia com regularidade e durava bastante tempo. Comecei a me perguntar se aquilo poderia danificar o notebook no futuro. Por que eu cheguei a tal pergunta? Porque gosto que as coisas durem: celular, carro, ferramentas, notebook, o que for. Manter o calor sob controle virou uma preocupação. O calor, e a bateria também: acho que ela se desgasta mais rápido se a máquina inteira fica assando a 40–60º C por longos períodos.

Ele diz que as coisas funcionam, ainda que um pouco mais lentas, em especial ao abrir um aplicativo (“cold start”).

Por curiosidade, quis saber em que temperatura o meu computador, um MacBook Air (M1) de 2020, opera. Esse chip tem quatro núcleos de eficiência (mais lentos) e quatro de desempenho, com frequências que variam de 600 MHz a 2,06 e 3,2 GHz, respectivamente.

Instalei um aplicativo no terminal chamado macmon para ter esse dado. Imaginava que ele devolveria uma temperatura baixa, dado que o computador sequer tem ventoinha, e de fato: enquanto escrevia este post no Editor de Texto, a temperatura estava em 35º Celsius.

Exigi mais dos recursos redimensionando uma imagem gigante no Pixelmator Pro. A temperatura subiu para 51º C e, logo em seguida, caiu para 40º C.

No servidor doméstico, com um chip Intel N100 (frequência base de 800-1.000 MHz, e 3,4 GHz de máxima), rodando Debian 12 “headless” e uns dez contêineres Docker, a temperatura (via lm-sensors) quando ocioso fica em torno de 46º C.

A essa altura, acho que tudo isso vale mais como curiosidade. Não deixa de ser uma legal.

Suas playlists são suas: O custo de sair do Spotify

Print da extensão Paradify transferindo músicas do YouTube para o Spotify.

* Texto de responsabilidade do anunciante.

Anos acumulando músicas em uma plataforma criam um acervo difícil de abandonar. Cada lista reúne escolhas minuciosas, ordem planejada e horas de escuta que definem nossa identidade musical.

Quando você decide mudar de serviço, a promessa da portabilidade de dados parece resolver a transição. Na prática, o processo revela limites técnicos e legais que pegam muitos usuários de surpresa.

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“Vibe codando” este Manual do Usuário

Uns dois anos atrás, curioso com o bafafá em torno da IA generativa para programar, pedi ao Claude para corrigir erros e otimizar o tema que uso neste Manual.

Ele ficou um bom tempo mexendo nos arquivos do tema. As alterações anunciadas faziam sentido. E quanta coisa errada havia caído pelas frestas! Estou no futuro. Super empolgado, coloquei o tema modificado para rodar e… a atualização causou um erro fatal e derrubou o site. Reverti todas as alterações e segui com a minha vida.

Infelizmente não guardei aquela cópia modificada pela IA nem o pull request no repositório do tema. Você terá que confiar na minha palavra.

Corta para 2026.

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Novo sistema de votação nos comentários

O blog agora conta com um sistema de votação nos comentários. Cada um tem uma seta para cima (“upvote”) ao lado do link “Responder” e a lista de comentários é ordenada por esses votos por padrão.

Não gostou? Selecione outra ordem da lista ao lado do título “XX comentários”. A opção fica gravada no seu navegador e se estende a todos os posts do Manual.

Se encontrar algo fora do lugar, avise-me, por favor.

Post livre #357

Atualização (19/10, às 17h30): Post fechado. Sexta-feira tem mais!

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

/ano 13

Hoje este Manual completa 13 anos no ar — das felizes coincidências do caos cósmico, se é que você me entende. Como acontece em todo ano, comemoro a data com uma reflexão do passado recente e outra do futuro próximo.

O último ano talvez tenha sido o de mudanças estruturais mais profundas na nossa história, graças à execução do planejamento feito há exatamente um ano.

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Lançamento do Plasma 6.8 marca aniversário de 30 anos do KDE

O projeto KDE completa 30 anos nesta quarta (14), com direito ao lançamento do Plasma 6.8.

De todos os ambientes gráficos para Linux, o Plasma é o que mais me agrada. Espero um dia usá-lo em um computador “principal”.

Curiosidade: o e-mail de Matthias Ettrich anunciando o “Kool Desktop Environment”, em 1996. “Portanto, um dos principais objetivos [do KDE] é fornecer uma aparência e sensação moderna e comum para todas as aplicações. E esta é exatamente a razão por que este projeto é diferente das tentativas anteriores.”